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CÂMARA DOS DEPUTADOS
Congresso em Foco
27/8/2026 | Atualizado às 18:20
O deputado Gustavo Gayer (PL-GO), líder da minoria na Câmara, apresentou dois requerimentos de informação, ao Ministério das Relações Exteriores e ao Ministério da Saúde, nos quais cobra detalhes sobre a atuação do governo federal para auxiliar o influenciador digital e especialista em aviação civil Lito Sousa na busca por pesquisas clínicas e tratamentos experimentais no exterior.
O parlamentar também quer saber se as pastas mantêm protocolos para atender brasileiros em situações semelhantes.
Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição rara e de rápida progressão para a qual não há tratamento capaz de modificar seu curso de forma eficaz. A doença, provocada pelo acúmulo de proteínas anormais no cérebro, provoca a morte acelerada de neurônios, resultando na perda de movimentos e espasmos, seguidos de confusão mental e morte.
A família passou a buscar alternativas experimentais no exterior, inclusive nos Estados Unidos, e mobilizou as redes sociais para tentar viabilizar sua participação em estudos clínicos. Com a repercussão do caso, os dois ministérios se mobilizaram para pedir ajuda oficial a países com laboratórios dedicados à pesquisa sobre a doença degenerativa, ainda sem sucesso.
Questionamentos ao governo
Ao Ministério da Saúde, Gayer pede a cronologia da atuação da pasta, desde o momento em que tomou conhecimento do caso até os contatos feitos com Lito, seus familiares e instituições estrangeiras.
O deputado solicita ainda a identificação das autoridades envolvidas, cópias das comunicações realizadas e informações sobre as providências para tentar incluir o brasileiro no estudo clínico PRiSM ou em outras pesquisas sobre a doença. O parlamentar também questiona se a Saúde dispõe de protocolo específico para auxiliar pacientes com doenças graves ou raras a buscar pesquisas clínicas e terapias experimentais fora do Brasil.
Entre outros pontos, quer saber quais setores podem intermediar contatos com instituições estrangeiras, se há mecanismos para identificar estudos internacionais e quantos casos receberam esse tipo de apoio nos últimos cinco anos.
Ao Itamaraty, Gayer concentra as perguntas na atuação da rede diplomática. Ele solicita informações sobre quando e como as embaixadas brasileiras nos Estados Unidos, França e Alemanha foram acionadas, quais instituições e pesquisadores foram procurados e quais resultados foram obtidos. Também pergunta se houve contato direto das representações brasileiras com Lito ou sua família e se o trabalho foi articulado com o Ministério da Saúde.
O líder da minoria ainda quer saber se embaixadas e consulados possuem um procedimento permanente para auxiliar brasileiros que procuram pesquisas ou tratamentos experimentais em outros países.
Gayer questiona, entre outros aspectos, quais canais podem ser utilizados pelos interessados, se há cooperação entre Itamaraty, Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e se existem procedimentos diferenciados para doenças de rápida progressão.
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