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Congresso em Foco
31/8/2026 | Atualizado às 19:26
Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (31), o presidenciável Renan Santos (Missão) afirmou que o atraso do partido em registrar seus perfis nas redes sociais junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não decorreu de uma irregularidade da equipe de campanha, mas de uma falha técnica na própria plataforma do tribunal.
O atraso foi o principal fundamento adotado pelo ministro Dias Toffoli para suspender, em caráter liminar, as atividades de campanha da chapa do Missão. Renan Santos e o candidato a vice, Aroldo Medina, estão temporariamente proibidos de participar de debates, publicar conteúdo sobre a candidatura nas redes sociais e utilizar recursos do Fundo Eleitoral, entre outras restrições.
O registro da candidatura de Renan foi apresentado em 7 de agosto. Posteriormente, em petições protocoladas no dia 19, a campanha informou um total de 18 perfis em redes sociais, complementando os dados fornecidos inicialmente. Renan afirma que, antes mesmo do pedido de registro, a equipe técnica do Missão já havia comunicado ao TSE problemas no sistema utilizado para cadastrar as informações.
"[Nós] avisamos eles do problema que o próprio sistema deles estava apresentando para cadastro de candidatos ao Senado. Inúmeros outros candidatos (...) apresentaram problemas nesses cadastros de redes sociais. Estamos falando na casa só dos reportados de centenas. Centenas de candidatos apresentaram esses problemas", relatou.
Veja a fala:
Segundo Renan Santos, a relação de perfis apresentada no dia 19 buscou corrigir as informações após a persistência da falha técnica. "Nós peticionamos, após o início da campanha, para retificar tudo isso de maneira bem clara e de boa fé. A retificação de todas as redes sociais, e essa retificação foi apresentada por nós, anterior a qualquer solicitação do Ministério Público", disse.
O candidato também citou outros políticos que, segundo ele, enfrentaram problemas semelhantes, entre eles o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
Renan acusa Dias Toffoli de se aproveitar da falha técnica para atender a supostos interesses políticos. "O sistema novo que foi implementado não deveria servir de subterfúgio para que um juiz saia caçando candidaturas como ele está fazendo. Porque o que ele está fazendo comigo é uma cassação branca da minha candidatura", declarou.
Recomendações do Instagram
Um dos elementos citados por Toffoli para apontar possível benefício decorrente da ausência de registro dos perfis nos primeiros dias de campanha foi uma recomendação feita pelo algoritmo do Instagram. A página de Renan apareceu entre as sugestões de perfis para usuários que acessavam a conta do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Renan apresentou capturas de tela em que outros políticos que participam das eleições também aparecem entre as recomendações exibidas a usuários que acessam perfis de aliados. "Os demais deveriam perder a sua candidatura? É claro que não. É óbvio que não", afirmou.
Para o presidenciável, "o caso em si nos leva a fazer certas reflexões sobre o papel político que um ministro da Suprema Corte tem sobre a nossa democracia".
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