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JUDICIÁRIO

Missão vai ao STF contra vedação de impulsionamento nas eleições

Partido questiona regra do TSE que restringe o alcance automático de propaganda eleitoral nas redes sociais durante a campanha.

Congresso em Foco

30/9/2026 17:25

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O Missão acionou o STF contra a restrição ao uso de algoritmos das redes sociais para ampliar automaticamente o alcance de propaganda eleitoral. O partido pede que a Corte declare inconstitucional a regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ação foi distribuída ao ministro Flávio Dino.

A contestação não alcança o impulsionamento pago, que continua permitido dentro das regras eleitorais. Nesse modelo, candidatos, partidos, federações e coligações podem contratar as plataformas para aumentar a exposição de publicações, desde que cumpram as exigências de identificação e contratação previstas pelo TSE.

Legenda alega que restrição algorítmica prejudica candidatos com menos seguidores nas redes.

Legenda alega que restrição algorítmica prejudica candidatos com menos seguidores nas redes. Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Missão questiona a proibição de que a propaganda tenha o alcance ampliado automaticamente pelos sistemas de recomendação das plataformas, sem pagamento. Esses mecanismos selecionam conteúdos para cada usuário a partir de informações como interesses e interações anteriores.

A restrição foi incorporada pelo TSE às normas sobre propaganda eleitoral em 2024. Naquele ano, o tribunal também regulamentou formas de mobilização destinadas a aumentar organicamente a circulação de conteúdo político, como compartilhamentos coordenados, hashtags e convocações para eventos.

Argumentos do Missão

Na ação, o partido sustenta que impedir a distribuição automática reduz a capacidade de campanhas alcançarem eleitores que ainda não acompanham seus perfis. Segundo a legenda, candidatos com uma base maior de seguidores partem de uma posição mais favorável para difundir suas publicações.

O Missão também argumenta que a restrição pesa mais sobre partidos com menos recursos do Fundo Eleitoral, porque a ampliação do público por meio de contratação paga exige recursos de campanha. A legenda pede ao STF que afaste a proibição e permita que os sistemas das próprias plataformas recomendem propaganda eleitoral aos usuários.

Processo: ADI 8.022

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