Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosEleições 2026RadarPrêmio
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Camilo contraria governo e propõe emenda com redução da maioridade

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA

Camilo contraria governo e propõe emenda com redução da maioridade

Ex-ministro da Educação defende prisão aos 16 anos por crimes hediondos e contraria estratégia governista de acelerar a aprovação da PEC.

Congresso em Foco

15/10/2026 18:22

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O líder do PT no Senado, Camilo Santana (PT-CE), apresentou nesta quinta-feira (15) uma emenda à PEC da Segurança Pública (18/2025) para reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos. A iniciativa contraria a orientação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca aprovar a proposta sem alterações para concluir sua tramitação antes do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.

A emenda estabelece a responsabilização penal de adolescentes de 16 e 17 anos por crimes classificados formalmente como hediondos, preservando o limite de 18 anos para as demais infrações. O texto recebeu inicialmente 28 assinaturas, incluindo outros membros do PT e o próprio relator Rogério Carvalho (PT-SE).

Inclusão de emenda de Camilo Santana devolveria PEC à Câmara dos Deputados.

Inclusão de emenda de Camilo Santana devolveria PEC à Câmara dos Deputados. Carolina Curi/Agência Senado

Argumentos do senador

Na justificativa, Camilo Santana argumentou que o sistema socioeducativo oferece respostas insuficientes aos delitos de maior gravidade. O parlamentar apontou que organizações criminosas se aproveitam do limite de três anos de internação previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para recrutar jovens e empregá-los em atividades de maior risco.

O senador também alega incompatibilidade entre a maioridade aos 18 anos e os direitos estabelecidos aos 16. "Não é coerente presumir, de forma absoluta, que quem pode escolher os governantes do País seja incapaz de compreender a ilicitude de um homicídio qualificado, de um latrocínio ou de um estupro", sustentou.

Na avaliação do petista, o modelo atual compromete a própria confiança da população na resposta do Estado à criminalidade. "Uma resposta insuficiente a crimes bárbaros praticados por quem é capaz de compreendê-los corrói a credibilidade das instituições e do próprio pacto social", defendeu.

Rejeição governista

A iniciativa recebeu resistência do próprio Poder Executivo. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, integrante da coordenação política da campanha de Lula, admitiu que o governo avalia apoiar futuramente a responsabilização penal de adolescentes envolvidos em crimes de extrema gravidade.

Ele, porém, descartou incluir a discussão na votação atual, por considerar que o debate exigiria maior aprofundamento e poderia comprometer o calendário da PEC. Qualquer alteração de mérito aprovada pelos senadores obrigará o retorno do texto à Câmara dos Deputados, adiando a possibilidade de promulgação da proposta.

A PEC está na pauta de votação do Senado desta quinta-feira.

Debate apartado na Câmara

A redução da maioridade penal chegou a integrar o texto da PEC da Segurança Pública durante sua tramitação na Câmara dos Deputados. Em versão anterior do parecer, o relator Mendonça Filho (PL-PE) havia incluído a realização de um referendo nacional em 2028 para decidir sobre a possibilidade de responsabilizar criminalmente adolescentes a partir dos 16 anos por crimes cometidos com violência ou grave ameaça.

O dispositivo foi retirado em março, após negociações entre o relator, o governo e lideranças partidárias. O acordo estabeleceu que o tema seria discutido separadamente, em comissão especial dedicada à redução da maioridade penal. A emenda de Marinho recoloca a discussão na PEC da Segurança, desta vez sem previsão de consulta popular.

Leia Mais

Alcolumbre anuncia inclusão da PEC da Segurança na pauta desta quinta

Emenda da oposição

A emenda de Camilo Santana foi apresentada um dia depois de o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), protocolar uma proposta mais abrangente, defendida pelo candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Marinho, que também coordena a campanha presidencial de Flávio, pretende estabelecer a maioridade penal aos 16 anos como regra geral, antecipando a responsabilização para os 14 anos em determinados crimes.

Na proposta da oposição, adolescentes de 14 e 15 anos poderiam responder criminalmente por crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações ou associações criminosas. A emenda também admite outras infrações definidas posteriormente em lei. A partir dos 16 anos, a responsabilização penal alcançaria os demais delitos.

Camilo, por sua vez, mantém a inimputabilidade penal até os 18 anos como regra geral, com uma única exceção para os crimes formalmente classificados como hediondos, cometidos a partir dos 16 anos.

Leia a íntegra da emenda de Camilo Santana

Leia Mais

PEC da Segurança: Flávio e Marinho propõem redução da maioridade penal

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

maioridade penal PEC da Segurança Pública Rui Costa Camilo Santana Senado

Temas

Segurança Pública Governo Congresso

LEIA MAIS

VÍDEO

MP do Enamed reforça qualidade e proteção à saúde, diz Hugo Motta

SAÚDE

Câmara aprova MP da obrigatoriedade do Enamed; texto vai ao Senado

ENTREVISTA

Falta de frente ampla desgastou a esquerda, diz Aliel Machado

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES