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Governo

Lula sanciona lei que fortalece combate à violência doméstica contra as mulheres

O presidente Lula sancionou projeto de lei que cria um plano de metas integrado para combater a violência doméstica e familiar

Congresso em Foco

Autoria e responsabilidade de Pedro Sales

17/6/2024 17:24

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Presidente Lula surante a sanção do Projeto de Lei nº 501, de 2019, que cria um plano de metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula surante a sanção do Projeto de Lei nº 501, de 2019, que cria um plano de metas para o enfrentamento integrado da violência doméstica e familiar contra a mulher - Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Lula sancionou, nesta segunda-feira (17), o projeto de lei que cria um plano de metas integrado para combater a violência doméstica e familiar, articulando União, estados, Distrito Federal e municípios para que ações de enfrentamento sejam concretizadas. Segundo o texto, a validade será de dez anos, com atualização a cada dois anos.  “Em pleno século 21 ainda temos que falar sobre o absurdo que vitima mulheres no Brasil e no mundo. Ainda estamos longe, mas esta lei pretende avançar nos direitos das mulheres. Parabéns à bancada feminina do Congresso Nacional por esse importante projeto, nas pessoas das deputadas federais Erika Kokay (PT-DF) e Benedita da Silva (PT-RJ), da senadora Janaína Farias (PT-CE) e da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves ", escreveu Lula nas redes sociais. Conforme a lei, além do plano de metas, serão criadas a Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, compostas por órgãos públicos de segurança, saúde, assistência social, direitos humanos, educação e por organizações da sociedade civil.  Ainda de acordo com a lei, são propostas as seguintes medidas para assegurar atenção humanizada às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar:
  • Dispositivo móvel de segurança: disponibilização de dispositivo móvel de segurança que viabilize a proteção da integridade física da mulher.
  • Delegacias: expansão das delegacias de atendimento à mulher.
  • Horários de atendimento: ampliação dos horários de funcionamento dos institutos médico-legais e dos serviços de atendimento à mulher em situação de violência.
  • Monitoramento do agressor: implementação de monitoramento eletrônico do agressor.
  • Reeducação do agressor: reeducação e acompanhamento psicossocial do agressor.
  • Educação policial: disciplina específica de enfrentamento da violência contra a mulher nos cursos regulares das instituições policiais.
Outro ponto levantado na matéria é a possibilidade da integração dos dados coletados no Registro Unificado de Dados e Informações Sobre Violência contra as Mulheres com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp) para auxiliar nas políticas de enfrentamento.
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Lula Erika Kokay violência contra a mulher Benedita da Silva sanção Sinesp Janaína Farias

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