Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Eleição: "Candidato ficha-suja tá fora", diz Demóstenes

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Eleição: "Candidato ficha-suja tá fora", diz Demóstenes

Congresso em Foco

24/6/2008 | Atualizado 28/6/2008 às 22:08

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA
Mesmo sem sessões deliberativas e com baixíssimo quorum diário registrado nesta semana, alguns senadores puseram hoje em pauta um projeto de lei complementar que promete alterar substancialmente o processo eleitoral brasileiro. Trata-se do projeto de lei que define as condições de inegibilidade de candidatos a cargos eletivos, discutido hoje (24) por um grupo de trabalho em reunião no gabinete do senador Pedro Simon (PMDB-RS). A matéria deve ser votada até a próxima quarta-feira (2), em regime de urgência, na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado.

O projeto altera a Lei Complementar nº 64/1990, a chamada Lei de Inegibilidades. Segundo o PL, ficarão impedidos de disputar eleições aqueles que foram condenados, em qualquer instância, pela prática de crimes como tortura, terrorismo e racismo (e os demais hediondos), os dolosos contra a vida, contra a administração pública ou o sistema financeiro, bem como por improbidade administrativa.

Trecho da “justificativa” do projeto diz que “seu propósito é excluir do processo eleitoral aquelas pessoas que, conforme o Judiciário brasileiro, não têm os bons antecedentes necessários para o exercício de qualquer cargo público eletivo. Quando a Constituição exige que a Lei Complementar contemple o exame da ‘vida pregressa’ do candidato como condição de elegibilidade (§ 9º do artigo 14, CF), confere o necessário fundamento de validade constitucional para o Projeto que ora apresentamos, (...)".

“Hoje o Brasil é o país da impunidade. Tem político que a gente conhece, com muitos anos de política, com mais de 30, 40 processos, dezenas de condenações, mas nenhuma de caráter definitivo”, criticou Pedro Simon, responsável pela sugestão de que a Justiça decida um julgamento de candidato até o registro de sua candidatura ou a convenção partidária.

“[O político corrupto] pega um bom advogado, vai empurrando, empurrando, e cai em exercício findo”, aponta Simon, advogado de formação, referindo-se aos intermináveis recursos interpostos pelos operadores do direito em processos por corrupção. "Muita gente tem vergonha de ser político", concluiu o senador gaúcho, acrescentando que, se o caso do ex-presidente Fernando Collor fosse comparado com os atuais, seria analisado em "tribunal de pequenas causas".   

Limpeza

Após a reunião, encerrada há pouco, o relator da matéria na CCJ, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), falou em que condições os pleiteantes ficarão impedidos de disputar eleições. Além de Demóstenes e Simon, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) também participou da reunião.

Demóstenes lembrou que a regra hoje é impedir de concorrer a cargo eleitoral apenas aqueles candidatos que tiverem condenações com trânsito em julgado (sentença definitiva) na Justiça. Alegando que muitos dos casos terminam em prescrição do crime (encerramento do prazo para a sentença), o senador disse que o projeto obrigará os tribunais a julgar os processos contra candidatos antes do registro da candidatura.

“Estamos criando instrumentos que obrigam a Justiça a julgar o mais rapidamente possível. O projeto modifica aquela idéia do trânsito em julgado, em que a condenação só surte efeito depois de passar por todos os tribunais”, ensejou Demóstenes, que é promotor público do estado de Goiás. “Agora não. Houve uma condenação em primeiro grau, o candidato já não pode mais se inscrever.”

Segundo o senador goiano, que promete deixar seu parecer pronto já nesta quinta-feira (26) para votação na próxima semana (com possibilidade de quebra de interstício – prazo regimental de cinco sessões em plenário – e acordo de líderes), o projeto será apensado a outras 26 proposições (propostas de emendas à Constituição, projetos de lei complementar e projetos de lei comum) que tramitam no Senado com relação ao tema.

Demóstenes informou ainda que o projeto tem provocado a rejeição em alguns parlamentares. “Sempre teremos dificuldade [para aprovar a matéria nos termos sugeridos hoje]. Muita gente já chiou com o projeto”, resignou-se, lamentando o recesso branco em curso no Senado e ressalvando que também já houve manifestações de apoio à proposição. “A grande maioria já manifesta indignação de conviver com pessoas de má índole.” (Fábio Góis)
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Temas

Reportagem

LEIA MAIS

CPI Carcerária só indiciará casos "emblemáticos"

Mudanças causam polêmica

Projeto impede processados de disputar eleições

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES