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Julgamento de Bolsonaro expõe "Brasil que dói", diz Cármen Lúcia

Ministra ressalta que ação penal do golpe rompe com histórico de rupturas institucionais impunes no Brasil.

11/9/2025
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Ao introduzir seu voto na ação penal do golpe, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), promoveu uma reflexão sobre o papel do julgamento do Núcleo 1 na trajetória institucional da Nova República. De acordo com ela, a presente ação "é quase um encontro do Brasil com o seu passado, com o seu presente e com o seu futuro".

"O que há de inédito, talvez, nessa ação penal é que nela pulsa o Brasil que me dói", disse a ministra. Cármen Lúcia relembrou que a história do país foi marcada por constantes rupturas institucionais. "O descontínuo da história jurídica e política do Brasil dá-se em grande parte pela reiteração de atos, fatos e práticas reiteradas de rupturas constitucionais, institucionais, políticas, que impedem a maturação democrática deste país", lamentou.

Confira a fala da ministra:

Mesmo na realidade da Nova República, a ministra ressalta que "não foram apenas de rosas esse período", marcado por diversos momentos de ebulição. "Mas as instituições brasileiras seguiram, sem alterar suas funções, sem parar em seus serviços essenciais, permitindo que se afirme hoje, pelo menos da minha parte, que se houve dor, também houve muita esperança", ponderou.

O grande diferencial do julgamento em questão, de acordo com a ministra, não é simplesmente o fato de se estar aplicando a lei penal sobre uma tentativa de golpe de Estado, mas principalmente "a circunstância de estarmos a afirmar que a lei é para ser aplicada igualmente para todos.

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