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Flávio Dino espera que novo ministro do STF traga diferenças e otimismo

Ministro afirmou que a diversidade de estilos fortalece o Supremo e ajuda o país a manter a esperança.

23/10/2025
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou, nesta quinta-feira (23), que a beleza do colegiado está na diferença, ao comentar sobre a futura nomeação do sucessor do ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou neste mês. A declaração foi dada durante o XXVIII Congresso Internacional de Direito Constitucional do IDP, evento que reuniu juristas, magistrados e autoridades.

Questionado se espera que o novo integrante da Corte tenha o mesmo estilo espirituoso e bem-humorado que o caracteriza, Dino respondeu que o Supremo se fortalece justamente pela pluralidade de perfis e visões.

"O Brasil é um país muito grande, então as diferenças regionais são importantes, as várias visões doutrinárias, paradigmas sobre o Direito, sobre a vida. E, nesse caso, cada um tem um estilo", afirmou.

O ministro acrescentou que procura manter uma perspectiva otimista e esperançosa em sua atuação, algo que considera importante no atual momento político e institucional do país.

"O que eu não gosto é que cobrem que eu abra mão do meu. Mas, de fato, eu procuro sempre imprimir essa perspectiva otimista, esperançosa, porque acho que isso ajuda o Brasil nesse momento."

Estilo próprio e projeção política

Flávio Dino vem se consolidando como uma das vozes mais políticas e populares do Supremo. Ex-governador do Maranhão e ex-ministro da Justiça, imprime ao tribunal um estilo mais comunicativo, leve e acessível, sem abrir mão da densidade jurídica.

Seu tom espirituoso, frequentemente permeado de ironia e humor, tornou-se marca registrada nas sessões do STF e contribui para aproximar o tribunal da opinião pública.

A fala do ministro durante o congresso reforça essa característica e sinaliza sua visão de que a diversidade de temperamentos e trajetórias é um ativo institucional.

Para Dino, a legitimidade do Supremo depende tanto da independência de seus integrantes quanto da capacidade de refletir a pluralidade do país, inclusive nos modos de se expressar.

Com a saída de Barroso, caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar o novo nome para a Corte, o 11º de sua trajetória política e o terceiro desde o início do atual mandato.

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