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"O Supremo sem os ministros de Lula, tem solução", diz Flávio Bolsonaro

Presidenciável acusa indicados por Lula de tentar blindar Moraes e promete nomear cinco ministros para a Corte se eleito.

16/9/2026
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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (15), durante agenda de campanha em Fortaleza, no Ceará, que o STF "tem solução" sem os ministros indicados pelo presidente0Lula.

A declaração foi dada após a sessão do STF que analisava a possível abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

"O Supremo, sem os ministros de Lula, tem solução. E o Judiciário tem jeito."

Flávio acusou ministros da Corte de atuarem para impedir o avanço de uma apuração envolvendo Moraes e criticou especialmente Flávio Dino, que pediu vista do processo e interrompeu o julgamento.

Na sequência, Flávio Bolsonaro relacionou a composição futura do Supremo à disputa presidencial e afirmou que, se eleito, pretende indicar novos ministros para a Corte.

"O único caminho para o Brasil viver é a eleição do Flávio Bolsonaro, que vai indicar mais cinco ministros do Supremo, que vão dar serviço à Constituição, e não a Lula."

Relembre

A publicação ocorreu horas após o fim da sessão extraordinária do STF marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos relacionados ao caso Master.

O julgamento começou para analisar a Petição 16.662, que reúne informações produzidas pela Polícia Federal relacionadas a Alexandre de Moraes.

Durante a sessão, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem para que esse processo fosse analisado em conjunto com a Petição 16.704, que envolve questionamentos sobre a atuação de André Mendonça na condução das investigações.

A discussão terminou sem uma definição após Flávio Dino pedir vista.

No momento da suspensão, o placar parcial era de 4 a 3 pela manutenção dos processos separados.

Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela tramitação separada, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam a reunião dos casos.

Dino havia se manifestado favoravelmente à análise conjunta, mas pediu que sua posição não fosse contabilizada no placar provisório ao solicitar vista.

Com o pedido de vista, a sessão foi encerrada sem que o mérito da Petição 16.662 fosse analisado e, terá o prazo de 90 dias para a retomada da discussão.

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