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A tecnologia de quinta geração ou 5G da telefonia celular será um grande marco para alterar a conectividade atual entre pessoas, coisas e coisas e pessoas. Presenciaremos não apenas uma evolução da tecnologia como foi do 3G para o 4G, mas sim uma verdadeira revolução na interação das pessoas com a internet, especialmente nos processos produtivos.
As diversas novas formas de interação e a conectividade extrema que poderemos ter com o 5G, trarão um risco associado. Como quase tudo poderá estar conectado com outros equipamentos e, principalmente, com a internet, todos esses equipamentos poderão estar suscetíveis a ataques externos.
Esse é um debate que ocorre no mundo inteiro. A tecnologia chinesa supostamente é a mais avançada. O avanço chega a tal ponto que outros países não estão confortáveis com a forma que a tecnologia possa ser operada à distância, sem o conhecimento dos prestadores de serviços, donos das redes locais.
Exemplificando, um operador de rede de telefonia celular de determinado país compra equipamentos chineses para construção de sua rede 5G. Diversos equipamentos dos usuários dessa rede 5G serão conectados, como aparelhos de cidadãos, indústrias e até o governo local.
A insegurança dos países é que não têm controle sobre o que pode ser feito pelos fornecedores dos equipamentos para montagem da rede 5G e detentores da tecnologia. Poderão coletar dados relativos à privacidade dos cidadãos locais, acessar equipamentos remotamente ou ainda ser uma ameaça a soberania nacional?
Ou trata-se apenas de uma questão comercial ou, ainda, uma disputa entre países desenvolvido pela hegemonia ou liderança do mundo.
O fato é que alguns países como Estados Unidos, França, Austrália, Nova Zelândia, Japão e Reino Unido editaram regras limitando ou proibindo o uso de equipamentos chineses pelas operadoras locais na construção das redes de 5G.
O Reino Unido, em uma das mais recentes decisões, determinou que as empresas de telefonia local não poderão adquirir mais produtos de uma fabricante chinesa a partir de 1º de janeiro 2021 e que até 2027 as empresas britânicas deverão eliminar todos os componentes da empresa chinesa das novas redes 5G.