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Mãe Bernadete é uma das quilombolas assassinadas neste ano. Segundo estudo do Conaq e da Terra de Direitos, 32 quilombolas foram assassinados entre 2018 e 2022. Arte sobre fotografia da Conaq
*Pedro Sales
Assassinada em agosto deste ano, a líder quilombola Maria Bernadete Pacífico, mais conhecida como Mãe Bernadete, é mais uma das quilombolas vítimas de violência. De acordo com levantamento realizado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras, Rurais e Quilombolas (Conaq) e Terra de Direitos, entre 2018 e 2022 foram mapeados 32 assassinatos.
Esta foi a segunda edição do relatório. Em comparação aos dados referentes a 2008 e 2017, que compõem a primeira edição do estudo, a média anual de mortes quase dobrou. Nesse período a média era de 3,8 assassinatos ao ano, enquanto entre 2018 e 2022, foi de 6,4. Apesar de não abarcar os dados de 2023, estima-se que pelo menos sete quilombolas foram assassinados até outubro, data de conclusão do documento.
Em relação aos estados com maior incidência de assassinatos de quilombola, o Maranhão lidera a lista, com nove assassinatos no recorte temporal da pesquisa. Logo em seguida, três estados possuem o mesmo número, Pará, Bahia e Pernambuco registraram quatro mortes no período. A região Centro-Oeste, que não havia aparecido na edição anterior, registrou um assassinato em Goiás.
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