Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Os municípios, a democracia e o bem-estar da população | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Marcus Pestana

Sem adjetivos, sem concessões

Marcus Pestana

Regras fiscais e sustentabilidade econômica

Marcus Pestana

O desafio maior: a guerra que não pode ser perdida

Marcus Pestana

A democracia ameaçada

Marcus Pestana

Perde o Brasil sem Rodrigo Pacheco no STF

Eleições 2024

Os municípios, a democracia e o bem-estar da população

OPINIÃO | O eleitor é sábio e não vota em "padrinhos". Quem tentar pendurar sua campanha em grandes líderes nacionais não colherá êxito

Marcus Pestana

Marcus Pestana

2/3/2024 7:37

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

O eleitor é sábio e não vota em

O eleitor é sábio e não vota em "padrinhos". Está interessado em quem resolva seus problemas locais. A transferência de votos em eleição municipal é mínima. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Faltam apenas sete meses para as eleições municipais. Pelo impacto na qualidade de vida da população, pelo tipo de organização federativa no Brasil e pela maior proximidade com o dia a dia da comunidade, o poder local é um espaço essencial na execução das políticas públicas e um elo central no funcionamento de nossa democracia. Escolher bem prefeitos e vereadores é garantir um alicerce sólido para a entrega de qualidade e eficiência à população, nos diversos campos de intervenção do setor público. Em um país continental como o Brasil, a descentralização das políticas públicas é essencial para seu sucesso. Foi esse o caminho consagrado pela Constituição Federal de 1988 e pioneiramente adotado com sucesso pelo SUS, que tem no município seu centro de gravidade. Posteriormente, a assistência social e a segurança pública, perseguiram a mesma estratégia de descentralização das ações e integração federativa. Com a experiência de quem já foi vereador, secretário municipal e estadual, alto dirigente em dois ministérios, deputado estadual e federal, compartilho minha esperança e expectativa de que as eleições municipais sejam um momento privilegiado de democraticamente discutirmos a vida em comunidade no espaço urbano e os principais desafios das políticas públicas que têm no poder local seu lócus de formulação e execução nas áreas de educação, saúde, assistência social, mobilidade urbana, transporte coletivo, saneamento, habitação popular, limpeza urbana, infraestrutura e planejamento urbanos. Mesmo em segmentos que recaem mais sobre as órbitas estadual e federal (segurança pública, comunicações, energia), prefeitos e vereadores, como líderes políticos das comunidades locais, têm um papel importante na mobilização e coordenação das ações. Dois temores tenho em relação a vetores que podem desfocar a discussão sobre o futuro das cidades, jogando fora uma excelente oportunidade de debater os nossos problemas sociais. Primeiro, a nacionalização da campanha, num país radicalmente polarizado. Alerto sem medo de errar: o eleitor é sábio e não vota em “padrinhos”. A transferência de votos é mínima. Quem tentar pendurar sua campanha em grandes líderes nacionais não colherá êxito. As eleições e o exercício do poder no município têm baixa carga ideológica. Estaremos elegendo prefeitos que devem ser líderes catalizadores das energias dispersas na sociedade e gestores do cotidiano, gerentes para melhorar, no dia a dia, a qualidade de vida da população, desde a inovação nas políticas públicas até a eficaz atuação nisso que hoje se apelida zeladoria. Direita, esquerda, centro, são conceitos ideológicos que fazem sentido quando se discute o modelo de Estado, a organização da economia, política externa etc. A proximidade com os usuários dos serviços públicos dá uma concretude muito maior às ações do poder público municipal e isso traz a discussão para um terreno mais concreto e objetivo. Outro temor é a eleição ser contaminada pelas moderníssimas ferramentas tecnológicas como a inteligência artificial e nos perdermos numa baixaria sem fim de fake news, longe dos reais interesses da sociedade. Oxalá, as eleições cumpram sua verdadeira função de poderosa alavanca a produzir o aprimoramento das ações das prefeituras e a construção de cidades melhores para os que nelas habitam.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Marcus Pestana municípios população eleições 2024 democrcia

Temas

Opinião País Colunistas Coluna Eleições
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES