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JUDICIÁRIO

1ª Turma do STF volta do recesso com caso Marielle e trama golpista

Julgamentos do assassinato de Marielle, desvios de emendas e atos golpistas abrem pauta do semestre.

Congresso em Foco

2/2/2026 13:18

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Nesta segunda-feira (2), o STF realiza a abertura do Ano Judiciário já com os primeiros julgamentos de ações penais marcados. No primeiro semestre do ano, deve ser analisado o caso Marielle Franco, o desvio de emendas parlamentares e as interferências de Eduardo Bolsonaro no processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Caso Marielle Franco

Após sete anos do assassinato da vereadora Marielle Franco, a Corte tem data marcada para julgar os acusados de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Apenas em 2024, a 1ª Turma abriu a ação penal 2434 contra os acusados por homicídio qualificado e tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

São réus:

  • Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ);
  • Chiquinho Brazão, ex-deputado cassado;
  • Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro;
  • ex-policial Ronald Paulo de Alves;
  • Robson Calixto Fonseca, conhecido como "Peixe", ex assessor de Domingos Brazão.

Os cinco estão presos preventivamente e são apontados pelas investigações como responsáveis pelo planejamento do crime.

Segundo a delação de Ronnie Lessa, autor dos disparos, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa foram os mandantes. Ronald teria monitorado a rotina da vereadora e Robson Calixto teria ajudado a ocultar a arma usada, além de atuar no núcleo financeiro e imobiliário do grupo.

A Polícia Federal concluiu que o homicídio está ligado ao enfrentamento político de Marielle contra interesses dos Brazão em áreas controladas por milícias no Rio.

O julgamento está marcado para os dias 24 e 25 de fevereiro. A Corte irá decidir pela condenação ou absolvição dos réus. Em caso de condenação, serão fixadas as penas. Em ambas as situações, cabem recursos.

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PF concluiu que homicídio está ligado ao enfrentamento político de Marielle contra interesses dos Brazão em áreas controladas por milícias no Rio.

PF concluiu que homicídio está ligado ao enfrentamento político de Marielle contra interesses dos Brazão em áreas controladas por milícias no Rio.Mario Agra/Câmara dos Deputados | Reprodução | Arte Congresso em Foco

Emendas parlamentares

Nos dias 10 e 11 de março, a Corte julga os deputados do PL acusados de desvios de emendas parlamentares destinadas à saúde. Respondem à ação penal 2670:

  • Josimar Maranhãozinho (PL-MA);
  • Pastor Gil (PL-MA);
  • Bosco Costa (PL-SE), que não está no exercício do mandato.

De acordo com o Ministério Público, as apurações indicam que o grupo teria buscado R$1,6 milhão em vantagens ilícitas relacionadas à liberação de cerca de R$6,6 milhões em emendas voltadas ao município de São José de Ribamar (MA).

A PGR aponta que a prática envolvia um percentual de 25% de devolução ao grupo criminoso, composto pelos parlamentares e por intermediários, entre eles lobistas e um agiota. A contrapartida ilícita seria exigida dos gestores municipais para que o dinheiro federal fosse efetivamente liberado.

Ação contra Eduardo

Em novembro, a 1ª Turma tornou réu Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo. O ex-deputado é acusado de tentar interferir, no exterior, no julgamento da trama golposta de Jair Bolsonaro.

O processo ainda está na fase de instrução, com a coleta de documentos e provas. Apenas após essa etapa o caso será levado a julgamento para decidir sobre a eventual condenação ou absolvição.

Trama golpista

Em dezembro, a 1ª Turma condenou cinco de sete integrantes da cúpula de Polícia Militar do Distrito Federal por omissão nos atos holpistas de 8 de janeiro de 2023.

A Corte vai analisar os recursos por meio de julgamento virtual entre os dias 13 e 24 de fevereiro.

Foram condenados:

  • Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral da PMDF;
  • Klepter Rosa Gonçalves, ex-subcomandante-geral;
  • Jorge Eduardo Barreto Naime, coronel;
  • Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, coronel;
  • Marcelo Casimiro Vasconcelos, coronel.

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