Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Donald Trump

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Tarifaço

Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Donald Trump

Por 6 votos a 3, ministros concluíram que Trump extrapolou poderes ao impor tarifas sem aval do Congresso.

Congresso em Foco

20/2/2026 14:03

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (20) que o presidente Donald Trump excedeu os limites de sua autoridade ao aplicar um aumento generalizado de tarifas sobre produtos importados de praticamente todos os parceiros comerciais do país, entre eles o Brasil.

Leia Mais

Exportações brasileiras para os EUA caíram 6,6% em 2025 após tarifaço

O julgamento terminou em 6 votos a 3. O parecer vencedor foi redigido pelo presidente da Corte, John Roberts. Ficaram vencidos os ministros Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh. No entendimento da maioria, Trump deveria "apontar para uma autorização clara do Congresso" para sustentar juridicamente o chamado tarifaço.

A ação contra as tarifas impostas por Trump foi apresentada por empresas e por 12 estados norte-americanos.

A ação contra as tarifas impostas por Trump foi apresentada por empresas e por 12 estados norte-americanos.Divulgação/Casa Branca

A ação que levou o caso ao tribunal foi apresentada por empresas atingidas pelas tarifas e por 12 estados norte-americanos, em sua maioria governados por democratas. Eles questionaram o uso da Lei de Poderes Econômicos em Emergência Internacional (IEEPA), instrumento invocado pela Casa Branca para instituir as cobranças sem aprovação do Legislativo. O processo tramitava desde meados de 2025.

Efeitos imediatos

Com a decisão, deixam de valer as tarifas de 10% ou mais que estavam em vigor desde abril de 2025 contra a maior parte dos parceiros comerciais dos EUA. Permanecem intactas, contudo, as taxas aplicadas especificamente sobre aço e alumínio, inclusive produtos brasileiros, adotadas com base na "Seção 232 do Trade Expansion Act de 1962", legislação voltada à proteção da segurança nacional.

Leia Mais

Em meio a tarifaço, exportações brasileiras para os EUA caem 20,3%

A determinação pode obrigar o governo norte-americano a reavaliar sua política comercial. Economistas do Penn-Wharton Budget Model estimam que a arrecadação obtida com as tarifas anuladas pode ter superado US$ 175 bilhões (cerca de R$ 912,5 bilhões), valor que agora poderá ser objeto de disputas sobre eventual devolução.

O centro da controvérsia

A Constituição dos Estados Unidos reserva ao Congresso a prerrogativa de instituir impostos e tarifas. Ainda assim, Trump recorreu à IEEPA para impor taxas a quase todos os parceiros comerciais do país sem autorização legislativa.

A IEEPA autoriza o presidente a adotar medidas para regular transações econômicas em situações de emergência nacional, mas não menciona explicitamente a criação de tarifas. O texto permite que o chefe do Executivo "regule a importação" de bens estrangeiros após declarar emergência para enfrentar ameaças consideradas "incomuns e extraordinárias".

Para o governo, essa redação conferia margem suficiente para a instituição das tarifas. A maioria da Suprema Corte, porém, concluiu que não seria admissível interpretar de forma ampla e ambígua uma delegação de poderes com impactos econômicos e políticos dessa magnitude.

Embora o entendimento restrinja o uso da IEEPA para esse fim, os ministros divergentes ressaltaram que o presidente ainda dispõe de outros instrumentos legais para adotar medidas tarifárias, como a Lei de Expansão Comercial de 1962 ou a Lei de Comércio de 1974. A decisão, contudo, impede que a IEEPA seja utilizada como uma "caixa de ferramentas" para instituir tributos de maneira unilateral.

Tramitação e debate

O caso chegou à Suprema Corte após decisão de um tribunal de apelações que considerou a maior parte das tarifas sem respaldo legal. Em setembro do ano passado, os ministros aceitaram examinar o recurso do governo.

Durante as sustentações orais, realizadas em 5 de novembro, o debate se estendeu por mais de duas horas e meia. Um dos pontos centrais foi definir se o presidente teria ultrapassado a competência constitucional do Congresso ao recorrer a uma lei de 1977 destinada a emergências nacionais.

Segundo a agência Reuters, parte dos ministros conservadores sinalizou que a discussão envolvia o poder "inerente" do presidente na condução das relações com outros países, o que indicava possível divisão interna. A Corte possui atualmente maioria conservadora, com 6 dos 9 integrantes alinhados a essa corrente.

Leia Mais

Lula e Trump têm primeira reunião desde início do tarifaço

Governo Trump remove tarifas sobre café, carnes, frutas e outros

Alckmin: redução dos EUA é avanço, mas distorções continuam

"Avança com menos barreiras", diz Alkimin sobre negociações com EUA

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

tarifaço Donald Trump economia Brasil estados unidos Relações Exteriores relações comerciais

Temas

Internacional

LEIA MAIS

PROCESSO ABERTO

STF torna Eduardo Bolsonaro réu por obstrução e coação

POLÊMICA EM BUENOS AIRES

Argentina: apesar de greve, Câmara aprova reforma trabalhista de Milei

Crescimento Econômico

Alta na economia em 2025 foi puxada pelo setor agropecuário, avalia BC

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES