Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Comissão do Senado vota fim de liberdade provisória para homicídios

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Sistema prisional

Comissão do Senado vota fim de liberdade provisória para homicídios

Na mesma reunião, a Comissão de Segurança Pública analisa projeto que prevê a gravação de visitas a presos suspeitos de atuação em organizações criminosas.

Congresso em Foco

2/3/2026 9:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Em reunião marcada para esta terça-feira (3), a Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado deve votar dois projetos que alteram a atuação do sistema prisional. A primeira proposta proíbe a concessão de liberdade provisória a acusados de homicídio doloso (20/2021). Já a outra autoriza a gravação de entrevistas e visitas a presos sob suspeita de envolvimento com organizações criminosas (249/2025).

O texto que propõe a restrição da liberdade provisória foi apresentado pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO). O projeto de lei altera o Código de Processo Penal (3.689/1941) para vedar a concessão do benefício, com ou sem pagamento de fiança, a réus acusados de cometer crime com resultado morte de forma dolosa.

Conforme o Código de Processo Penal, hoje todo acusado responde ao processo em liberdade, salvo quando há necessidade de prisão preventiva. Nesses casos, é necessária decisão judicial que avalie se há risco de fuga, ameaça à ordem pública, à instrução do processo ou à aplicação da lei penal. A lei garante que todo réu pode aguardar o julgamento fora da cadeia.

Com o projeto, o senador propôs criar uma vedação expressa, o que impede a soltura do acusado após a denúncia, sem obrigatoriedade de ordem judicial que estabeleça a prisão preventiva. O objetivo, segundo Kajuru, é afastar de circulação pessoas consideradas altamente perigosas, além de reduzir o sentimento de impunidade em crimes que chocam a opinião pública.

Na justificativa, o senador argumentou que os crimes com resultado morte doloso "são os mais graves e causam maior aversão na sociedade", por atacarem o direito fundamental à vida.

"Não se pode admitir que pessoas que tenham praticado crime com resultado morte a título doloso permaneçam em liberdade enquanto aguardam o julgamento de seu processo, colocando em perigo a incolumidade física e a vida do restante dos membros da sociedade."

A votação ocorrerá com parecer favorável do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN). Em seu parecer, o parlamentar acompanhou a avaliação de que a segurança pública e o interesse coletivo devem prevalecer, nesse caso, sobre o direito de o acusado responder ao processo em liberdade.

Se aprovado na comissão, o projeto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será analisado antes de ser encaminhado ao Plenário do Senado.

Colegiado se reúne nesta terça-feira (3).

Colegiado se reúne nesta terça-feira (3).Andressa Anholete/Agência Senado

Já o projeto que permite gravações de áudio e vídeo durante entrevistas ou visitas a presos sobre os quais haja fundada suspeita de envolvimento com organizações criminosas, técnica chamada de "captação ambiental", foi apresentado pelo senador Marcio Bittar (União-AC).

A proposta altera a lei que trata da interceptação de comunicações telefônicas e telemáticas (Lei 9.296/1996). A medida busca, segundo o autor, atingir principalmente facções que mantêm o comando de suas ações criminosas a partir dos presídios. De acordo com Bittar, investigações dos Ministérios Públicos e das polícias apontam que integrantes dessas organizações utilizam visitas e atendimentos para repassar ordens, lavar dinheiro e planejar delitos.

Na justificativa, Bittar cita o exemplo do Primeiro Comando da Capital (PCC), que teria uma estrutura formada por advogados conhecida como "Sintonia dos Gravatas", responsável por intermediar recados entre líderes presos e integrantes em liberdade.

"É necessário criar arcabouço normativo que preveja e possibilite a captação ambiental de sinais eletromagnéticos durante visitas ou entrevistas de presos – inclusive com seus advogados –, para coibir a atuação desses indivíduos em favor das organizações criminosas."

Na CSP, o relator, senador Marcos Rogério (PL-RO), apresentou parecer favorável ao texto. A comissão deve analisar ainda uma emenda que ajusta um dos pontos mais sensíveis da proposta: a gravação de conversas entre presos e seus advogados.

A emenda prevê a gravação de visita e entrevista com advogado somente se houver suspeita de que o sigilo profissional é usado para o cometimento de infrações penais, e não em qualquer hipótese como previa o texto original.

Assim como o primeiro projeto, caso seja aprovado, este vai à CCJ para deliberação. Por tramitar em caráter terminativo, o consenso entre os colegiados exclui a necessidade de análise em Plenário.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

comissão de segurança pública homicídio doloso sistema prisional Senado organização criminosa

Temas

Congresso

LEIA MAIS

AGENDA DA SEMANA

Senado deve votar acordo Mercosul-UE e ampliar licença-paternidade

RIO TAPAJÓS

Lupion: Governo "ficou de quatro" após protestos no Pará

JORNADA DE TRABALHO

Fim da escala 6x1 pode destruir empregos, diz presidente da FPA

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES