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Prisão domiciliar

Defesa nega que Bolsonaro teve acesso a vídeo gravado por Eduardo

Resposta enviada ao ministro Alexandre de Moraes afirma que o ex-presidente não sabia de gravação feita pelo filho nos EUA.

Congresso em Foco

31/3/2026 8:32

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao STF, nesta segunda-feira (30), que ele não tinha conhecimento prévio sobre a gravação realizada por seu filho, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

A manifestação foi encaminhada após o ministro Alexandre de Moraes conceder prazo de 24 horas para que a defesa esclarecesse o possível acesso do ex-presidente a um vídeo durante o cumprimento de prisão domiciliar.

O questionamento surgiu depois de Eduardo afirmar, nas redes sociais, que enviaria ao pai um registro de sua participação em um evento com lideranças da direita nos Estados Unidos.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou em vídeo que enviaria registros de evento nos EUA para o pai, que cumpre prisão domiciliar.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou em vídeo que enviaria registros de evento nos EUA para o pai, que cumpre prisão domiciliar.Reprodução/Instagram/Eduardo Bolsonaro

"Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai"

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de utilizar celular ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.

Na resposta ao STF, os advogados sustentaram que o ex-presidente não teve envolvimento no episódio e que a gravação foi realizada por um "terceiro". A defesa também afirmou que ele vem respeitando integralmente as regras impostas.

"O peticionário vem observando de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, especialmente as vedações relativas ao uso de aparelhos de comunicação, utilização de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros, comprometendo-se a permanecer em absoluto cumprimento dessas e das demais medidas impostas."

Os advogados também negaram qualquer contato do ex-presidente com terceiros durante o período em que está sob prisão domiciliar.

"Não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária."

Na semana passada, Moraes autorizou a prisão domiciliar por 90 dias, após Bolsonaro receber alta hospitalar para tratamento de broncopneumonia. A medida prevê que ele permaneça em sua residência, sob restrições de comunicação.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da ação penal que trata da tentativa de golpe.

Processo: Execução Penal (EP) 169/Distrito Federal

Leia a íntegra da resposta.

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Alexandre de Moraes Eduardo Bolsonaro Justiça flavio bolsonaro Jair Bolsonaro STF prisão domiciliar

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