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JUDICIÁRIO

Julgamento de Eduardo por coação processual é marcado para o dia 16

1ª Turma incluiu ação penal contra Eduardo Bolsonaro em pauta, Defensoria Pública fará sua representação.

Congresso em Foco

3/6/2026 18:34

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O ministro Flávio Dino, presidente da 1ª Turma do STF, marcou para o dia 16 de junho o julgamento do ex-deputado Eduardo Bolsonaro na ação penal por coação em curso de processo. O processo foi inserido na pauta a pedido do ministro Alexandre de Moraes, que concluiu seu relatório na última quinzena de maio.

O julgamento deverá ocorrer em sessão presencial. Além de Dino, formam a 1ª Turma os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. A quinta vaga está vazia desde a transferência de Luiz Fux à 2ª Turma. São necessários três votos pela absolvição ou condenação para formar maioria.

Eduardo Bolsonaro não compareceu em nenhuma das audiências virtuais no curso do processo.

Eduardo Bolsonaro não compareceu em nenhuma das audiências virtuais no curso do processo. Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Acusação

A ação penal tem origem em denúncia apresentada pela PGR em novembro de 2025. O Ministério Público afirma que Eduardo atuou politicamente nos Estados Unidos ao longo do primeiro semestre para articular sanções contra o Brasil e contra ministros do STF, com o objetivo de interromper o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a acusação, Eduardo tentou influenciar a Casa Branca pela suspensão de vistos de ministros brasileiros e familiares, por sanções econômicas contra o país articuladas junto a congressistas norte-americanos e pela inclusão do nome de Alexandre de Moraes na lista de sanções da Lei Magnitsky, que prevê punições financeiras a autoridades estrangeiras.

A tensão diplomática com os Estados Unidos não impediu a condenação de seu pai, em setembro, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e organização criminosa.

Ausência em processo

Eduardo Bolsonaro está desde fevereiro de 2025 nos Estados Unidos. Em dezembro daquele ano, perdeu seu mandato em cassação administrativa: a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados reconheceu que houve abandono do cargo após o ex-parlamentar ultrapassar o limite regimental de faltas.

Desde o início da ação penal, Eduardo não responde às intimações, e não compareceu em nenhuma das audiências, realizadas em modalidade virtual. Ele também não indicou um advogado para realizar sua defesa, ficando a Defensoria Pública da União encarregada por sua representação.

Mesmo fora do país, Eduardo Bolsonaro é pré-candidato a suplente no Senado, na chapa do deputado estadual paulista André do Prado, do PL. Caso se confirme a condenação, ele ficará inelegível, não podendo mais participar do pleito.

Processo: AP 2782-DF

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Alexandre de Moraes estados unidos 1ª TURMA Flávio Dino STF Eduardo Bolsonaro

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