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REDUÇÃO DA JORNADA

Relator propõe isenção patronal para pequenos negócios após fim da 6x1

Deputado que relata atualização do MEI propõe isenção da contribuição patronal por dois anos para novas contratações feitas por pequenos negócios afetados pela mudança na jornada.

Congresso em Foco

16/6/2026 | Atualizado às 13:28

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O deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), relator do projeto que atualiza os limites do microempreendedor individual (MEl), quer incluir no relatório uma compensação para pequenos negócios afetados pelo fim da escala 6x1. A proposta em estudo prevê isenção da contribuição previdenciária patronal por dois anos para novas contratações feitas em razão da mudança na escala e na jornada de trabalho.

Em entrevista ao Congresso em Foco, Goetten afirmou que a compensação deve beneficiar principalmente microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Segundo ele, esses setores tendem a sentir mais rapidamente os efeitos da redução da jornada, especialmente se precisarem ampliar o quadro de funcionários.

Alívio para novas contratações

"Nós vamos tentar incluir uma compensação para que as empresas que tiverem que contratar mais funcionários por causa da mudança da escala e da jornada tenham uma compensação no pagamento previdenciário patronal", disse o deputado.

A isenção, segundo Goetten, valeria apenas para os trabalhadores contratados em decorrência da nova regra. O benefício não poderia ser usado para substituir empregados antigos por novos. "Especificamente para os novos contratados. Não dá para trocar um funcionário antigo por um novo", afirmou.

O parlamentar disse que a ideia é zerar, por dois anos, a contribuição patronal incidente sobre essas contratações. "Estamos falando só em isentar as novas contratações em 100% do custo previdenciário, que são os 20% que as empresas têm que contribuir", declarou.

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Impacto sobre pequenos negócios

Goetten argumenta que a mudança na escala e na jornada exigirá medidas de mitigação para evitar aumento brusco de custos nos pequenos negócios. Para ele, a atualização dos limites do MEI e do Simples Nacional pode servir também como instrumento de compensação.

"Essa mudança rápida, uma transição muito curta, vai impactar os pequenos negócios", disse. "Nós entendemos que a atualização é um motivo a mais para mitigar esses impactos negativos."

O deputado afirmou que o texto aprovado na Câmara sobre o fim da escala 6x1 já prevê ações de mitigação para compensar os impactos da mudança. A proposta ainda precisa passar pelo Senado.

Relatório do MEI

Goetten é relator do projeto de lei complementar (PLP) 108/2021, que atualiza o limite de faturamento do MEI. Ele quer aproveitar o relatório para incluir também a correção das faixas de microempresas e empresas de pequeno porte do Simples Nacional.

Na entrevista, o parlamentar afirmou que já há um pré-relatório pronto, focado na atualização do MEI, das microempresas e das pequenas empresas. Segundo ele, o texto será levado ao Plenário quando tiver o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A expectativa dele é que o texto passe pela comissão especial e pelo Plenário até a segunda semana de julho, antes do início do recesso parlamentar.

"Não é pauta-bomba"

O relator rejeita a avaliação de que o projeto represente uma "pauta-bomba" ou uma renúncia fiscal. Para ele, a proposta apenas corrige uma defasagem provocada pela inflação e deve ser discutida com responsabilidade fiscal.

"Nós estamos falando só de justiça e de atualização. No estamos pedindo favor nenhum", afirmou. "Essa aprovação do PLP 108 é somente justiça. Não é impacto, não é pauta-bomba."

Goetten disse ainda que Hugo Motta tem pedido a construção de um texto de consenso, em diálogo com a equipe econômica. "O presidente Hugo Motta tem pedido para construirmos um relatório de consenso, levando em consideração a responsabilidade fiscal que temos que ter", afirmou.

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