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DIA DA INDEPENDÊNCIA
Congresso em Foco
7/9/2026 11:08
Em meio à crise que atinge o STF, Edson Fachin foi o único ministro da Corte a comparecer ao desfile de 7 de Setembro nesta segunda-feira (7), na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Os demais integrantes do tribunal não participaram da cerimônia na tribuna de honra do presidente Lula.
Fachin acompanhou o desfile ao lado de Lula e dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministros do governo, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e outras autoridades.
Como de praxe, todos os ministros do STF foram convidados. Alexandre de Moraes, que participou da cerimônia em 2024, não compareceu neste ano. Gilmar Mendes e Flávio Dino estavam fora de Brasília, enquanto Cristiano Zanin também não foi ao evento.
O desfile ocorre menos de uma semana após o agravamento da crise interna no Supremo provocada pelos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master. Moraes e André Mendonça passaram a trocar acusações relacionadas à condução das apurações, e Fachin assumiu a análise dos procedimentos decorrentes do embate.
STF também ficou ausente em 2025
A baixa presença do Supremo no desfile não é inédita. Em 2025, nenhum ministro compareceu à cerimônia, realizada na mesma semana do início do julgamento de Jair Bolsonaro e aliados pela tentativa de golpe de Estado.
Em 2024, o cenário foi diferente. Seis integrantes da Corte estiveram na tribuna: o então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, além de Moraes, Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin. Em 2023, primeiro 7 de Setembro do terceiro mandato de Lula, a então presidente do Supremo, Rosa Weber, também compareceu.
Neste ano, Fachin representa sozinho o STF no desfile e também conduz a resposta institucional à crise envolvendo Moraes e Mendonça.
Chefes dos Três Poderes juntos
Apesar da ausência dos demais ministros, os chefes dos Três Poderes dividiram a primeira fila da tribuna de honra. Lula ficou ao lado de Fachin, Alcolumbre e Motta durante a cerimônia.
O desfile pelos 204 anos da Independência foi organizado em torno de três eixos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
A cerimônia ocorre ainda no mesmo dia em que grupos de direita realizam manifestações em diferentes cidades com críticas ao Supremo. Os atos incluem pedidos de impeachment de Moraes, pauta que ganhou espaço após os recentes desdobramentos do caso Master.
Embate entre Moraes e Mendonça
A crise no Supremo se intensificou após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e registros de contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Dois dias depois, Moraes encaminhou a Fachin acusações de supostas irregularidades na atuação de Mendonça nas investigações dos casos Master e INSS.
A PGR questionou a apuração que originou o relatório sobre Moraes, enquanto Fachin abriu um procedimento e pediu informações aos envolvidos. No domingo (6), Mendonça liberou o caso envolvendo Moraes e Vorcaro para julgamento no plenário, que ainda depende de Fachin para ser pautado.
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