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Congresso em Foco
8/9/2026 16:35
Durante cerimônia de abertura do curso de formação de agentes da Polícia Federal nesta terça-feira (8), na Academia Nacional de Polícia, o diretor-executivo da corporação, William Marcel Murad, se pronunciou em defesa do diretor-geral Andrei Passos Rodrigues, afastado do cargo por decisão do ministro André Mendonça, do STF.
Sem citar nomes, Murad enfatizou que os membros da Polícia Federal atuam "dentro da lei e comprometidos exclusivamente com o interesse público", o que lhes dá confiança de que "a verdade dos fatos, que buscamos incansavelmente em nossas investigações, prevalecerá". William Murad substitui Andrei Passos no comando da corporação durante seu afastamento.
Veja a fala:
Segundo o diretor, "a atuação técnica, imparcial e livre de qualquer viés político que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque". Ele afirmou também que a Polícia Federal "atua com autonomia, guiada pela Constituição Federal e pelas leis, pela responsabilidade institucional e pelo compromisso com a Justiça e com a sociedade brasileira".
Afastamento de Andrei Rodrigues
Andrei Passos Rodrigues foi afastado preventivamente do comando da Polícia Federal nesta terça-feira por decisão do ministro André Mendonça, que o acusa de espionagem irregular ao seu gabinete. O ministro apontou a produção de relatórios de inteligência da corporação sobre sua atuação e determinou a apuração da conduta de integrantes da cúpula da PF.
Documentos internos da Polícia Federal haviam sido utilizados por Alexandre de Moraes no pedido de investigação apresentado na semana anterior contra Mendonça, sob suspeita de direcionamento de apurações relacionadas ao Banco Master.
Mendonça afirmou ter identificado seis relatórios de inteligência produzidos entre 3 e 31 de agosto que teriam acompanhado sua atuação e sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Além de Andrei, o ministro afastou o diretor de Inteligência Policial da PF, Leandro Almada da Costa, e ordenou apurações pela Corregedoria da corporação.
O magistrado, porém, rejeitou um pedido de prisão preventiva de Andrei apresentado anteriormente pelo Novo. A 2ª Turma do STF formou maioria nesta terça para referendar os afastamentos, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.
A decisão de Mendonça foi recebida com preocupação na corporação. Em nota pública, onze integrantes da coordenação Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição na última tarde, em "total apoio" ao diretor-geral. Eles afirmam que as acusações contra Andrei Passos são "desprovidas de fundamento" e "afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas".
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