Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Colunas >
  3. Haddad deveria agradecer à oposição | Congresso em Foco

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News
LEIA TAMBÉM

Lydia Medeiros

Lula sob pressão em São Paulo

Lydia Medeiros

Lula é favorito, mas eleitores estão contrariados

Lydia Medeiros

A missão de Lula para Alckmin em São Paulo

Lydia Medeiros

PSD de Kassab aposta contra polarização, mas olha para 2030

Lydia Medeiros

Flávio precisa convencer direita de que pode vencer Lula

Haddad deveria agradecer à oposição

Fernando Haddad caiu na rede, virou meme, graças à “taxa das blusinhas”, a tributação de compras de baixo valor de sites estrangeiros.

Lydia Medeiros

Lydia Medeiros

18/7/2024 14:44

A-A+
COMPARTILHE ESTA COLUNA

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Fernando Haddad caiu na rede, virou meme, com sua imagem associada ao aumento de impostos. Graças, sobretudo, à “taxa das blusinhas”, a tributação de compras de baixo valor de sites estrangeiros, especialmente chineses. Ministros da Fazenda não costumam ser muito populares, mas Haddad vem tendo um bom desempenho. É visto no meio político como potencial candidato a sucessor de Lula, caso o presidente desista da ideia de disputar a reeleição.

A regulamentação da reforma tributária é um assunto muito complexo para a população, mas a ideia de que o novo imposto sobre valor agregado, o IVA, pode ter uma das maiores alíquotas do mundo é um prato cheio para ser degustado pelos adversários do governo no rastro das sátiras ao ministro. Ainda que o projeto tenha recebido a maioria de votos na Câmara.

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em junho, mostra que a aprovação a Lula subiu e chegou a 54% (eram 50% em março). A melhora ocorreu principalmente entre os mais pobres (até dois salários mínimos) , atingiu 60%. A percepção em relação à economia não acompanha a popularidade presidencial. Para 36%, houve piora. Apenas 28% acharam que a situação melhorou. Para 63%, houve queda no poder de compra, sensação mais forte na faixa que recebe entre dois e cinco salários mínimos (65%).

Para a maioria (63%), houve perda de poder de compra em relação há um ano, essa constatação é uniforme em todas as classes sociais ouvidas na pesquisa. As contas cotidianas subiram para 61%, e o custo dos alimentos é o grande vilão — está mais salgado para 70%. A gasolina promete dor de cabeça. O percentual dos que acham que houve queda nos preços vem caindo — de 51% em fevereiro para 44% agora. Mas o reajuste da semana passada, feito pela Petrobras, de 2,2%, deve se refletir no humor dos eleitores nas próximas sondagens.

Lula ainda tem boas razões para ficar otimista. Além da alta na popularidade, metade da população acha que a economia vai melhorar (são 52%, e eram 48% em março). A economia é o maior problema, mas, em tese, vem perdendo prioridade nas preocupações dos brasileiros. Hoje, dois em dez entrevistados fazem essa afirmação, eram três em agosto do ano passado. A inquietação cresce em relação à segurança pública. A violência subiu 9 pontos percentuais desde dezembro. Alcançou 19%. no ranking dos maiores problemas do país.

Em época de eleição, governos costumam ser culpados por todos os males. E o custo de itens essenciais provoca a sensação de pesar ainda mais no bolso. A eleição é municipal, mas, em São Paulo, Lula aposta tudo em Guilherme Boulos e entrou na campanha. Haddad é a cara da economia sob Lula (mesmo que discordem aqui e ali). A oposição está aproveitando o “Taxad”— a proliferação de memes comprova.

Pode parecer mau negócio para ele, se lembrada a experiência de Marta Suplicy na prefeitura de São Paulo, quando virou “Martaxa”. O apelido pesou na derrota à reeleição, vinte anos atrás. Ocorre que a política mudou e, hoje, não importa muito se falam bem ou mal de um candidato — importa mesmo é que falem dele. O ministro caiu na boca do povo. Deveria agradecer à “ajuda” da oposição.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

ministério da fazenda imposto Ferbnando Haddad

Temas

Governo Colunistas Coluna
COLUNAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES