Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigos
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Comissão aprova projeto que criminaliza discriminação por adoção

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Discriminação

Comissão aprova projeto que criminaliza discriminação por adoção

Proposta altera o ECA para punir condutas que ataquem crianças ou adolescentes devido sua filiação civil.

Congresso em Foco

9/12/2025 11:30

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1.333/2020, que estabelece como crime a discriminação contra crianças ou adolescentes em virtude de sua filiação civil, ou seja, que não se baseia no sangue, como a adoção e a socioafetividade. A pena prevista é reclusão de um a três anos e multa.

A proposta, de autoria do deputado Lincoln Portela (PL-MG), propõe alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O relator, deputado Filipe Martins (PL-TO), apresentou parecer favorável, justificando que o projeto se alinha com a doutrina da proteção integral da criança e do adolescente prevista na Constituição de 1988.

"A tipificação do preconceito em razão da filiação implica o reconhecimento da relevância da dignidade humana e da igualdade de todas as crianças e adolescentes, independentemente de sua origem familiar."

Texto prevê pena de reclusão de um a três anos.

Texto prevê pena de reclusão de um a três anos. Freepik

Reprodução assistida heteróloga

O projeto foi aprovado com alteração que retirou a menção à filiação decorrente de reprodução assistida heteróloga, que envolve a doação de sêmen ou de embrião. A sugestão para essa alteração foi apresentada pela deputada Chris Tonietto (PL-RJ).

A deputada argumentou que a redação original poderia levar ao reconhecimento jurídico de formas de reprodução assistida que, em sua perspectiva, confrontam o princípio da dignidade da pessoa humana e o direito à vida desde a concepção, ao admitir técnicas que envolvem manipulação e descarte eventual de embriões.

O deputado Filipe Martins acolheu a sugestão, justificando que a supressão do trecho visa resguardar o princípio da dignidade da pessoa humana e o direito à vida desde a concepção. Ele argumentou que a medida busca evitar interpretações que possam legitimar práticas de reprodução assistida heteróloga, as quais implicam na dissociação entre vínculo biológico e familiar, reforçando a integridade moral, jurídica e ética da formação familiar.

O projeto seguirá agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), antes de ser submetido à votação no Plenário da Câmara dos Deputados. Para que se converta em lei, é necessário que seja aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal.

Confira a íntegra da proposta.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Lincoln Portela Câmara Filipe Martins adoção estatuto da criança e do adolescente criança e adolescente

Temas

Congresso

LEIA MAIS

TURISMO

Comissão aprova Estatuto do Turista para proteção de viajantes

REDES SOCIAIS

Comissão aprova proposta que criminaliza erotização infantil nas redes

ECONOMIA

Haddad prevê votação de pacote fiscal e diz contar com apoio da Câmara

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES