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Senado
Congresso em Foco
8/2/2026 13:00
A CPI do Crime Organizado realiza na terça-feira (10) uma audiência para ouvir a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e o secretário de Defesa Social do Estado, Alessandro Carvalho Liberato de Mattos. A sessão está marcada para começar às 9h.
A oitiva faz parte de uma das iniciativas do relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que busca entender o cenário da Segurança Pública a nível estadual. Vieira foi responsável por solicitar a presença de governadores de Estados que se destaquem pelo baixo índice de violência ou com índices acima da média do país.
No caso de Pernambuco, o convite à governadora se deu por estatísticas negativas. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Estado está entre os maiores índices de mortes violentas intencionais do país.
Pernambuco também possui o maior número de homicídios a cada 100 mil habitantes, de acordo com o Mapa da Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Até agora, o colegiado já ouviu o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho. Foram convidados os governadores do Amapá, Bahia, Ceará, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e São Paulo, além do atual governador do Rio de Janeiro.
O objetivo é auxiliar a comissão a compreender a dinâmica atual das facções criminosas em diversas regiões do país, assim como os obstáculos financeiros, legais e operacionais enfrentados pelas forças de segurança no combate à criminalidade, conforme ressaltou Vieira no requerimento.
"A oitiva dos convidados é imprescindível para que esta comissão possa compreender, entre outros temas, as estratégias de inteligência em curso, as dificuldades operacionais enfrentadas, os gargalos no combate à lavagem de dinheiro por essas organizações e as ações de cooperação entre os estados e o governo federal."
Em entrevista ao Congresso em Foco, Vieira reiterou que governadores possuem prerrogativa do STF que faculta a presença em comissões. Na última semana, a CPI se preparou para ouvir o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que comunicou ao colegiado a substituição de sua oitiva pela do secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar.
Quem apareceu, na verdade, foi o secretário-executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, substituto da pasta. O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI, considerou a substituição inadequada e cancelou a reunião.
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