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CPI DO CRIME ORGANIZADO
Congresso em Foco
3/2/2026 | Atualizado às 9:32
A CPI do Crime Organizado cancelou a reunião prevista para a manhã desta terça-feira (3), que marcaria a primeira oitiva do colegiado em 2026, após a ausência do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Irritado com a mudança de representantes do governo local, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), anunciou que apresentará um requerimento de convocação do governador.
Ibaneis havia sido formalmente convidado para prestar depoimento à comissão e seria o primeiro chefe de Executivo estadual a ser ouvido pela CPI desde a sua instalação. Na noite de segunda-feira (2), porém, o governador enviou um ofício a Contarato informando que não compareceria pessoalmente e que indicaria o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, para representá-lo. No documento, Ibaneis não apresentou justificativa para a ausência.
Apesar da indicação formal, quem compareceu à CPI na manhã desta terça foi o secretário-executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, e não o titular da pasta. A substituição foi considerada inadequada pelo comando da comissão, que decidiu cancelar a reunião antes do início dos trabalhos.
Diante do impasse, Fabiano Contarato optou por elevar o tom e anunciou que irá protocolar um requerimento de convocação do governador. Diferentemente do convite, a convocação obriga o comparecimento do chefe do Executivo estadual à comissão.
A oitiva de Ibaneis integrava a estratégia da CPI de ouvir governadores e gestores estaduais responsáveis pela formulação e execução de políticas de segurança pública. O convite ao governador do Distrito Federal foi apresentado pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), e aprovado junto com convites a outros chefes de Executivo, como Raquel Lyra (PE), Jorginho Mello (SC), Ratinho Júnior (PR) e Cláudio Castro (RJ).
Segundo o requerimento que fundamentou o convite, a presença de Ibaneis permitiria discutir temas como combate à lavagem de dinheiro, descapitalização de facções criminosas e prevenção da infiltração do crime organizado em setores do Estado e da economia, especialmente em razão da posição estratégica do Distrito Federal, sede dos Poderes da República.
Instalada no Senado para investigar a estrutura, a operação e as redes de influência do crime organizado em âmbito nacional, a CPI busca compreender como atuam as facções criminosas, identificar entraves ao seu enfrentamento e avaliar quais políticas públicas e estratégias de inteligência têm apresentado melhores resultados. Ao final dos trabalhos, a comissão pretende apresentar propostas legislativas de alcance nacional voltadas ao fortalecimento da segurança pública.
Embora o Distrito Federal registre índices de homicídio considerados controlados, o relator da CPI ressalta que a centralidade política e econômica da capital federal exige atenção redobrada para práticas como lavagem de dinheiro e articulação financeira de organizações criminosas, o que reforça, segundo a comissão, a necessidade de ouvir diretamente o governador.