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PRIVILÉGIOS PARA QUEM

Duda Ramos quer fim da prisão especial para crimes de estupro

Proposta do deputado se aplica a todos os acusados, independentemente de possuírem nível superior de escolaridade ou exercerem cargo público.

Congresso em Foco

23/2/2026 17:00

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De autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), projeto de lei 6.950/2025 proíbe a concessão de prisão especial a indivíduos detidos por crimes de estupro. A medida vale para qualquer modalidade de prisão (flagrante, temporária, preventiva ou definitiva) e se aplica a todos os acusados, independentemente de possuírem nível superior de escolaridade, exercerem cargo público ou serem detentores de mandato eletivo.

De acordo com o texto, nenhuma autoridade terá a prerrogativa de conceder tratamento diferenciado, dependência ou cela separada a esses detentos. A única exceção contemplada refere-se a situações em que houver risco concreto e comprovado à integridade física do preso, mediante determinação judicial.

Parlamentar argumenta que privilégios podem ser entendidos como sinal de impunidade.

Parlamentar argumenta que privilégios podem ser entendidos como sinal de impunidade. Mário Agra/Câmara dos Deputados

Atualmente, o Código de Processo Penal contempla a possibilidade de prisão especial para determinadas autoridades e agentes públicos antes da condenação definitiva.

Duda Ramos argumenta que a natureza violenta do crime de estupro deve, por si só, eliminar qualquer possibilidade de tratamento privilegiado.

"O crime de estupro, pela sua natureza violenta e degradante, deve excluir automaticamente qualquer possibilidade de privilégio. Nenhum título, diploma ou cargo pode servir de escudo para quem comete ato de tamanha brutalidade."

O parlamentar complementa que o tratamento diferenciado em tais casos representa uma afronta ao princípio da igualdade e pode ser interpretado pela sociedade como um sinal de impunidade.

"O estupro é um dos crimes mais graves contra a dignidade da pessoa humana, atentando contra a integridade física, psíquica e moral das vítimas. O tratamento privilegiado a quem pratica ato dessa natureza constitui uma afronta ao princípio da igualdade e à moralidade pública, além de representar um símbolo de impunidade e de desprezo pelas vítimas."

Tramitação

O projeto será examinado de forma conclusiva pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Confira a íntegra da proposta.

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Duda Ramos Câmara estupro violência de gênero codigo de processo penal

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