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Erika propõe fim da aposentadoria a juízes por violência de gênero

PEC de Erika Hilton proíbe aposentadoria compulsória em casos de violência contra mulheres, crianças e adolescentes.

Congresso em Foco

5/3/2026 17:15

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A deputada Erika Hilton (Psol-SP) abriu a coleta de assinaturas na Câmara dos Deputados para uma PEC que extingue o direito à aposentadoria compulsória a juízes condenados a qualquer forma de violência de gênero. A proposta foi apresentada em resposta à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que autorizou em fevereiro o casamento de um homem de 35 anos com uma adolescente de 12.

O texto prevê a vedação a decisões administrativas disciplinares do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que resultem em aposentadoria compulsória sempre que a infração configurar qualquer forma de violência contra mulheres, crianças ou adolescentes, ou quando houver configuração de crime contra a dignidade sexual.

Proposta surge em resposta ao caso de desembargador que permitiu casamento de adolescente de 12 com homem de 35.

Proposta surge em resposta ao caso de desembargador que permitiu casamento de adolescente de 12 com homem de 35.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Segundo a congressista, a sentença de aposentadoria compulsória configura nesses casos "uma verdadeira premiação de condutas lesivas à dignidade sexual das vítimas e cumplicidade do Estado brasileiro com a violência de gênero". No seu entendimento, "a demissão deveria ser a punição para o magistrado que pratica qualquer tipo de violência contra as mulheres e crianças, seja no âmbito do serviço público ou de sua vida privada".

A deputada citou expressamente o caso do desembargador Magid Láuar, relator da ação no TJMG que afastou a condenação por estupro de vulnerável ao homem que casou com adolescente. Ela ressaltou que a decisão só foi revertida e o caso investigado após ampla divulgação do caso, resultando em uma pressão da sociedade pela intervenção do CNJ.

"Esse caso aponta que há espaço normativo e institucional para que servidores da justiça deturpem o sistema de proteção às vítimas de violência sexual e atuem como protetores de criminosos, numa especie de blindagem corporativa de suas próprias condutas criminosas contra a dignidade de meninas e mulheres vítimas de crimes sexuais", argumentou.

Em suas redes sociais, Erika Hilton completou a crítica, destacando que a aposentadoria compulsória nesses casos pode chegar a R$ 40 mil ao mês. "Temos uma situação ainda mais aberrante: a punição para um juiz que espancar uma mulher é receber, sem trabalhar pelo resto da vida, 20 vezes o salário de um trabalhador que faz a escala 6x1 e vai demorar 40 anos para se aposentar", declarou.

Para ser oficialmente protocolada, a PEC deverá receber a assinatura de, no mínimo 171 deputados.

Veja a íntegra da proposta.

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Erika Hilton CNJ câmara dos deputados violência de gênero TJMG

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