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CÂMARA

Comissão cancela votação de projeto sobre trabalho por aplicativo

Governo pediu adiamento de discussão do relatório de Augusto Coutinho para continuar busca por consenso em torno do projeto.

Congresso em Foco

14/4/2026 | Atualizado às 10:13

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A comissão especial da Câmara que analisa a regulamentação dos serviços de transporte e entrega por aplicativo cancelou a reunião prevista para esta terça-feira (14), na qual seria votado o parecer do relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ao projeto de lei complementar 152/2025, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE). Ainda não há nova data marcada para a análise do texto.

O cancelamento ocorre um dia depois de Coutinho anunciar que pediria ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a retirada da proposta de pauta. A decisão foi tomada após articulação do governo federal, que avalia ser necessário ampliar o diálogo político e consolidar apoio antes da votação na comissão e do eventual envio da matéria ao Plenário. Havia a previsão de que a proposta fosse analisada ainda esta semana pelos deputados.

Reunião da comissão especial que discute a regulamentação dos trabalhos por aplicativos.

Reunião da comissão especial que discute a regulamentação dos trabalhos por aplicativos.Bruno Spada/Agência Câmara

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Coutinho pede adiamento de votação do PL do trabalho por aplicativo

Em nota divulgada na segunda-feira (13), o relator afirmou que a medida busca preservar o mérito técnico da proposta, construída ao longo dos trabalhos da comissão especial desde o segundo semestre de 2025. Segundo ele, o texto foi elaborado após diálogo com trabalhadores, plataformas digitais, representantes do governo, Justiça do Trabalho, academia e especialistas. Ao todo, foram realizadas 16 reuniões, com 80 convidados.

"O novo substitutivo materializa o esforço de buscar um texto politicamente viável que, ao mesmo tempo, mantenha conquistas importantes para os trabalhadores", afirma Coutinho no parecer.

Última versão

A nova versão do relatório, publicada em 7 de abril, reforça ainda mais o caráter autônomo da atividade exercida por motoristas e entregadores de aplicativo. O texto consolida a expressão "trabalhador autônomo plataformizado" e deixa explícito que a relação intermediada pela plataforma não gera vínculo empregatício entre o trabalhador e a empresa ou o usuário.

Além de reafirmar a autonomia, o parecer propõe a inclusão desses trabalhadores no Regime Geral da Previdência Social, com contribuição compartilhada entre profissionais e empresas. Também prevê seguro pessoal obrigatório durante a execução das atividades, com cobertura mínima para acidentes graves, invalidez e morte, independentemente do número de plataformas em que o trabalhador atue.

Outro ponto central do relatório é a criação de um mecanismo de proteção de renda. Em vez de estabelecer um valor fixo por corrida, o texto define como referência um piso mínimo por hora equivalente a dois salários mínimos. A proposta, segundo o relator, busca assegurar uma base mínima de remuneração sem comprometer a flexibilidade característica do modelo.

O parecer também proíbe a imposição de jornada mínima, exclusividade ou penalidades por recusa de corridas. Ainda inclui regras de transparência para as plataformas, como o acesso prévio a informações sobre as corridas, mecanismos de revisão de decisões automatizadas e diretrizes para a criação de pontos de apoio voltados a descanso e alimentação.

Em declaração anterior, Coutinho disse que a construção do texto levou em conta a necessidade de proteger os trabalhadores sem inviabilizar o setor. "Tivemos sempre o cuidado de não aumentar o preço ao consumidor, não onerar a previdência e nem inviabilizar o ambiente de negócios no país, pois os aplicativos estão inseridos nas nossas vidas e nós gostamos do serviço", afirmou.

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