Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Gilmar vê "cortina de fumaça" e critica pedido para indiciar ministros

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

STF

Gilmar vê "cortina de fumaça" e critica pedido para indiciar ministros

Ministro afirmou que relatório "flerta com arbitrariedades" e até um estudante de Direito sabe que não existe base legal para o pedido.

Congresso em Foco

14/4/2026 14:10

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O ministro Gilmar Mendes, do STF, criticou nesta terça-feira (14) o relatório da CPI do Crime Organizado que pede seu indiciamento, por crimes de responsabilidade. A solicitação, formalizada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), também abrange os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Gilmar afirmou ainda que o relatório da CPI teria criado uma "cortina de fumaça" ao desviar o foco do enfrentamento ao crime organizado para o ataque ao STF. Para o ministro, o documento buscaria gerar repercussão midiática e dividendos eleitorais para determinados atores políticos, em vez de enfrentar o problema que justificou a criação da comissão.

"O relatório revela verdadeira cortina de fumaça, ao deixar de enfrentar o grave problema a que se propôs e ao dedicar-se a engrossar a espuma midiática contra o STF, na expectativa de produzir dividendos eleitorais para certos atores políticos."

Segundo Gilmar Mendes, até um estudante de direito sabe que o pedido não possui base legal e "flerta com arbitrariedades". O ministro afirmou ainda que o episódio exige reflexão sobre os limites e as competências das comissões parlamentares de inquérito.

"Igualmente grave é a tentativa de criminalizar a concessão de habeas corpus — expediente conhecido como 'crime de hermenêutica', que já em 1896 Rui Barbosa denunciava como tentativa tacanha de substituir a consciência de juízes independentes pelo arbítrio de governos prepotentes."

Nas redes sociais, Gilmar também questionou a condução da CPI em relação ao avanço de milícias e facções no Rio de Janeiro. Na avaliação do ministro, uma comissão instalada após a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, que ocasionou a morte de 120 pessoas, não teria sequer promovido quebras de sigilo de milicianos ou integrantes de organizações criminosas que controlam territórios no Estado.

Gilmar Mendes defendeu o papel das CPIs como instrumentos legítimos de fiscalização, mas alertou que o "uso panfletário" ou como forma de constrangimento institucional compromete a credibilidade desses colegiados. Gilmar Mendes também afirmou que excessos desse tipo podem configurar abuso de autoridade e disse que o caso deve ser apurado pela Procuradoria-Geral da República.

Além de Gilmar, o ministro Flávio Dino também criticou o parecer, que chamou de "irresponsável". Dino saiu em defesa da atuação do Supremo e da Procuradoria-Geral da República no enfrentamento às organizações criminosas.

Leia Mais

CPI do Crime Organizado: relator pede indiciamento de ministros do STF

"Irresponsável", diz Dino sobre pedido de indiciamento de ministros

Veja a íntegra da publicação:

Publicação de Gilmar Mendes nesta terça-feira (14).

Publicação de Gilmar Mendes nesta terça-feira (14).Reprodução/X

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

CPI do crime organizado Gilmar Mendes Alessandro Vieira STF

Temas

Judiciário

LEIA MAIS

CPI DO CRIME ORGANIZADO

"Irresponsável", diz Dino sobre pedido de indiciamento de ministros

SENADO

CPI: relator propõe código de ética para tribunais e intervenção no RJ

Fidelidade partidária

Troca de partido sem perda de mandato é alvo de ação no STF

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES