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Combustíveis

Câmara aprova projeto que penaliza aumento abusivo de combustíveis

Pena poderá aumentar em casos de crise de abastecimento; texto vai ao Senado.

Congresso em Foco

21/5/2026 13:08

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A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1.625/26, que cria um crime específico para punir aumentos abusivos nos preços de combustíveis. O texto, enviado pelo Poder Executivo, segue agora para análise do Senado.

A proposta prevê pena de detenção de dois a quatro anos, além de multa, para quem elevar artificialmente e sem justa causa os preços dos combustíveis com objetivo de obter vantagem econômica indevida.

O texto aprovado foi relatado pelo deputado Merlong Solano (PT-PI), que retirou do projeto a faixa de aplicação da multa inicialmente prevista.

Texto prevê pena de até quatro anos para aumentos considerados abusivos.

Texto prevê pena de até quatro anos para aumentos considerados abusivos.Rovena Rosa/Agência Brasil

O que caracteriza aumento abusivo

Segundo o projeto, será considerado abusivo o aumento de preços dissociado de fundamentos econômicos verificáveis, como custos de produção, importação, distribuição, logística, comercialização e tributos.

A proposta também relaciona a prática a infrações contra a ordem econômica previstas na Lei de Defesa da Concorrência, como limitar a livre concorrência, dominar mercado relevante e elevar arbitrariamente os lucros.

Para auxiliar na apuração dos casos, o Ministério Público poderá firmar acordos de cooperação com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Pena maior em caso de crise

As penas poderão ser aumentadas de um terço até a metade quando a prática ocorrer em contexto de calamidade pública, crise de abastecimento ou por agente econômico com posição dominante no mercado.

Na versão final do parecer, Merlong Solano retirou um agravante relacionado a instabilidade no mercado fornecedor, incluída inicialmente em razão da recente alta internacional do petróleo.

O relator afirmou que o projeto busca coibir práticas oportunistas em momentos de instabilidade econômica e geopolítica, como a tensão no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços do petróleo.

Oposição critica proposta

Deputados da oposição criticaram o projeto e afirmaram que a legislação atual já prevê mecanismos para punir abusos.

O deputado Lafayette de Andrada (PL-MG) classificou a proposta como "inócua" e afirmou que ela amplia o risco de criminalização de donos de postos de combustíveis. Parlamentares do PL também questionaram a ausência de critérios objetivos para definir o que seria aumento abusivo.

Já parlamentares governistas defenderam o texto sob o argumento de proteção ao consumidor diante da alta dos combustíveis.

Votação teve empate momentâneo

Durante a votação de uma alteração no texto, houve empate momentâneo após o voto do deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), que presidia a sessão, ser contabilizado.

Pelo regimento, o presidente da sessão só pode votar em caso de desempate. Após a correção, a alteração foi rejeitada por quatro votos de diferença.

Leia a íntegra do projeto.

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Joaquim Passarinho Merlong Solano lafayette de andrada combustíveis governo federal câmara dos deputados

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