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Alerj

CCJ da Alerj aprova tornozeleira rosa para agressores de mulheres

Projeto também prevê relatório anual sobre o monitoramento de agressores e o cumprimento de medidas protetivas.

Congresso em Foco

9/7/2026 10:38

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (8), o projeto de lei 7.549/2026, que cria a chamada "tornozeleira eletrônica rosa" para agressores de mulheres submetidos a monitoramento eletrônico por decisão judicial.

O texto segue para votação no plenário da Casa, onde ainda poderá receber emendas.

A proposta determina que os dispositivos utilizados por agressores tenham identificação visual padronizada na cor rosa. A medida poderá ser aplicada em casos de violência doméstica e familiar, violência vicária, violência de gênero praticada em relações afetivas, sociais ou institucionais, além de violência sexual, assédio e perseguição.

A aplicação da identificação ficará condicionada à disponibilidade orçamentária e operacional do Estado. Em cada caso, caberá ao juiz responsável pela medida protetiva decidir, de forma fundamentada, se a tornozeleira rosa será utilizada.

Projeto cria identificação visual para tornozeleiras usadas por agressores de mulheres sob monitoramento.

Projeto cria identificação visual para tornozeleiras usadas por agressores de mulheres sob monitoramento.Arte Congresso em Foco

Objetivo é reforçar a proteção às vítimas

Segundo o projeto, a identificação visual busca facilitar o reconhecimento do monitorado por agentes de segurança pública, inibir a reincidência e ampliar a proteção das vítimas e de suas redes de apoio.

O texto também estabelece salvaguardas para evitar exposição indevida do agressor.

A divulgação da identidade do monitorado vinculada à identificação visual fica proibida em meios de comunicação e redes sociais, salvo quando houver finalidade legítima de segurança pública. Além disso, o usuário deverá ser informado por escrito sobre seus direitos e os canais de reclamação disponíveis.

A medida integrará a Política Estadual de Proteção Integral da Mulher e deverá funcionar em conjunto com os programas estaduais de monitoramento eletrônico, enfrentamento à violência de gênero e reeducação de autores de violência doméstica, em consonância com a Lei Maria da Penha.

O projeto ainda autoriza a criação de um grupo de trabalho para regulamentar a identificação visual, avaliar sua eficácia na redução da violência contra a mulher e propor eventuais ajustes. O governo estadual também deverá enviar à Alerj relatório anual com o número de monitorados e os registros de descumprimento das medidas protetivas.

Os custos serão cobertos por recursos previstos na Lei Orçamentária Anual do Estado, além de verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Estadual de Segurança Pública (Funesp-RJ).

Leia Mais

Projeto prevê tornozeleira rosa para quem cometer violência doméstica

Campanhas sobre crimes cibernéticos

Na mesma reunião, a CCJ aprovou o projeto de lei 3.143/2024, elaborado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Cibernética contra as Mulheres.

A proposta altera a legislação estadual sobre publicidade oficial para reservar 2% dos recursos destinados à propaganda institucional do Estado a campanhas de conscientização sobre crimes cibernéticos praticados contra mulheres e formas de prevenção.

Assim como o projeto da tornozeleira rosa, a proposta seguirá para análise do plenário da Alerj.

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tornozeleira eletrônica CCJ Alerj violência contra a mulher Rio de Janeiro

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