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SEGURANÇA PÚBLICA

Kim Kataguiri propõe fim da exigência de fundada suspeita para abordagem policial

Projeto prevê permissão para revistas pessoais em vias públicas com base em seleção aleatório ou amostragem.

Congresso em Foco

18/8/2026 16:53

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O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) apresentou à Câmara dos Deputados o projeto de lei 5.108/2026, que prevê a realização de abordagens e buscas pessoais em vias públicas sem a necessidade de fundada suspeita. A proposta autoriza policiais e guardas municipais a selecionar pessoas de forma aleatória ou por amostragem durante o patrulhamento ostensivo e preventivo.

Pelo texto, a nova modalidade de busca pessoal poderá ser realizada sem mandado e terá como finalidade localizar armas proibidas ou objetos relacionados à prática de crimes. Permanecem permitidas as buscas motivadas por fundada suspeita, bem como buscas domiciliares.

A proposta estabelece ainda que a autorização para a seleção aleatória não impede a apuração de eventuais excessos cometidos pelos agentes públicos. Na justificativa, Kataguiri defende que condutas que ultrapassem os padrões da atuação policial deverão ser investigadas posteriormente pelas corregedorias das corporações e pelo Ministério Público.

Deputado argumenta que critério de fundada suspeita cria insegurança jurídica para policiais.

Deputado argumenta que critério de fundada suspeita cria insegurança jurídica para policiais.Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

Argumentos do autor

Ao justificar a alteração, o deputado argumenta que a definição de fundada suspeita está sujeita a interpretações distintas do Judiciário. Como exemplos, cita decisões sobre fuga diante de uma guarnição, nervosismo, denúncia anônima, desobediência a ordem de parada e investigações anteriores. Na avaliação do parlamentar, essa variação gera insegurança jurídica para os agentes de segurança e pode levar à anulação de provas obtidas durante buscas pessoais.

Kataguiri também sustenta que a exigência de elementos prévios para justificar a busca "inviabiliza a atuação preventiva do Estado, criando um cenário de vulnerabilidade coletiva, sobretudo em regiões de altos índices de criminalidade".

Segundo o deputado, a mudança daria respaldo legal às ações preventivas e reduziria o risco de invalidação das provas encontradas durante essas abordagens. Para Kataguiri, a alteração também reforçaria as prerrogativas operacionais das polícias e das guardas municipais.

Kim considera que a iniciativa "confere respaldo legal e clareza às ações preventivas, garantindo a legalidade da prova colhida durante a busca pessoal, possibilitando a posterior condenação", preservando "a segurança da coletividade e a incolumidade pública".

"Ressalta-se que a proposição não tem como objetivo dar salvo-conduto para o cometimento de ilegalidades por parte dos agentes públicos, mas sim, permitir que se faça a busca pessoal, dentro dos padrões operacionais, a qualquer indivíduo que esteja em via pública", completou.

Veja a íntegra do projeto.

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kim kataguiri Polícia Militar projeto de lei câmara dos deputados

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