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Animais

Projeto veta eliminação de pintinhos machos pela indústria de ovos

Texto prevê financiamento para adaptação do setor e permite alternativas como identificação do sexo ainda durante a incubação.

Congresso em Foco

12/9/2026 13:00

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O deputado Fred Costa (PRD-MG) apresentou o projeto de lei 5.310/2026, que proíbe a eliminação de pintinhos machos de linhagens destinadas à produção de ovos exclusivamente em razão do sexo ou da ausência de finalidade econômica.

O texto também cria mecanismos de financiamento para auxiliar o setor avícola na adoção de tecnologias alternativas.

A regra alcança incubatórios comerciais e pessoas ou empresas que executem, contratem ou determinem a prática. Eventuais erros na identificação do sexo do embrião antes da eclosão também não poderão justificar a posterior eliminação do pintinho.

Para se adequar à legislação, o setor poderá utilizar diferentes alternativas, isoladamente ou em conjunto. Entre elas estão a sexagem ainda no ovo, a criação ou outra destinação lícita dos machos, o uso de linhagens de dupla aptidão e técnicas de seleção genética.

Projeto prevê fim do descarte de pintinhos machos na avicultura.

Projeto prevê fim do descarte de pintinhos machos na avicultura.Magnific

Sexagem antes da eclosão

Nos estabelecimentos que adotarem a sexagem in ovo, a interrupção da incubação de embriões identificados como machos deverá ocorrer até o 13º dia. O prazo poderá ser antecipado pela autoridade competente com base em novas evidências científicas.

Os ovos retirados da incubação poderão ser destinados à fabricação de ração animal, fertilizantes, biogás e outros subprodutos permitidos pela legislação.

Financiamento para adaptação

Além da proibição, o projeto determina que a União mantenha uma linha específica de financiamento para a transição tecnológica do setor.

Poderão acessar os recursos incubatórios, empresas de genética avícola, produtores, cooperativas e prestadores de serviços relacionados à sexagem e a tecnologias substitutivas.

O financiamento poderá cobrir até 100% dos itens considerados elegíveis, incluindo equipamentos, obras de adaptação, softwares e sistemas de inteligência artificial, treinamento, certificações e desenvolvimento de tecnologias nacionais.

Bem-estar animal

Na justificativa, Fred Costa afirma que a especialização da avicultura de postura faz com que os machos tenham reduzido interesse econômico, já que não produzem ovos e apresentam desempenho inferior ao de linhagens criadas especificamente para produção de carne.

Segundo o deputado, cerca de 140 milhões de pintinhos machos são eliminados anualmente no Brasil, principalmente por métodos como maceração ou gaseamento.

O parlamentar argumenta que tecnologias capazes de identificar o sexo ainda durante a incubação já estão disponíveis, mas que o alto custo dos equipamentos representa um obstáculo à adoção pelo setor.

Por isso, segundo Fred Costa, a proposta combina a proibição do descarte após a eclosão com mecanismos de financiamento para permitir a adaptação gradual da cadeia produtiva.

O descumprimento das regras será considerado infração administrativa ambiental, sujeito às sanções previstas na Lei de Crimes Ambientais, sem prejuízo de eventual responsabilização civil ou penal.

Confira a íntegra.

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proteção direitos dos animais agronegócio animais

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