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APOSTAS PROIBIDAS

Bets: Veja os 34 participantes e horários da audiência no STF

Fux ouvirá representantes do governo, clubes de futebol e entidades sobre a MP que proibiu as apostas online nesta terça-feira (3).

Congresso em Foco

2/11/2026 | Atualizado às 12:39

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O STF realiza nesta terça-feira (3), das 10h às 17h30, uma audiência pública sobre a proibição das apostas esportivas e dos jogos online, conhecidos como bets. O ministro Luiz Fux ouvirá 34 representantes de órgãos públicos, clubes de futebol e entidades empresariais para avaliar os impactos da medida provisória editada pelo presidente Lula (PT) em setembro. Cada participante terá dez minutos para se manifestar.

A programação foi ampliada no domingo (1º), após pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que apontou predominância de representantes do setor de apostas e de entidades esportivas na lista original. Fux incluiu os ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Comitê Paralímpico do Brasil, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) e o Grêmio.

Empresas alegam inconstitucionalidade em ação no STF para derrubar medida provisória que proibiu bets no país.

Empresas alegam inconstitucionalidade em ação no STF para derrubar medida provisória que proibiu bets no país.Rafaela Araújo/Folhapress

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O debate ocorre em meio à disputa judicial sobre a medida provisória 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. Empresas do setor questionam a constitucionalidade da norma e alegam prejuízos econômicos e insegurança jurídica. O governo defende a proibição para combater o endividamento das famílias e os danos sociais associados às apostas.

A sessão será realizada na sala de sessões da Segunda Turma do STF, em Brasília. As apresentações estão divididas entre manhã e tarde, com dois intervalos.

O que está em jogo e o que acontece depois?

A audiência foi convocada na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8027, apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL). A entidade pede a suspensão imediata da MP e, ao final do julgamento, sua declaração de inconstitucionalidade. A mesma norma é questionada em outras três ações no Supremo.

As empresas argumentam que receberam autorização do próprio governo para atuar no mercado brasileiro, mediante pagamento de outorgas de R$ 30 milhões, com validade inicial de cinco anos. Já o Executivo sustenta que os impactos das bets sobre a saúde e a economia justificam a proibição.

Não há previsão de julgamento ou decisão sobre a validade da MP durante a audiência. As informações apresentadas poderão subsidiar a análise de pedidos de suspensão da medida e o julgamento das ações.

Paralelamente, a MP continua em tramitação no Congresso. O prazo inicial de vigência termina em 23 de novembro, com possibilidade de prorrogação por mais 60 dias. Para se tornar lei permanente, a proibição precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Processos: ADI 8.027, 7.721, 7.723, 7.749

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