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JUDICIÁRIO
Congresso em Foco
29/1/2026 13:11
O ministro Dias Toffoli, do STF, determinou nesta quinta-feira (29) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie em qual instância deverá tramitar a investigação a respeito da suposta contratação de influenciadores digitais para descredibilizar o Banco Central após a liquidação do Banco Master. Com isso, o inquérito poderá sair do Supremo e ser encaminhado à Justiça Federal.
O pedido foi enviado após a Polícia Federal formalizar o resultado preliminar das investigações, identificando indícios de difamação e obstrução de justiça. As suspeitas incluem uma tentativa de contratação de um vereador no Rio Grande do Sul para que publicasse vídeos defendendo a narrativa do Master.
O parecer a ser proferido pela PGR trata especificamente do caso dos influenciadores, não impactando o inquérito principal sobre a fraude financeira envolvendo o Master e outras instituições parceiras.
Contratação de ataques
O Banco Master foi liquidado por ordem do Banco Central em novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a primeira etapa da Operação Compliance Zero e prendeu o proprietário da instituição, Daniel Vorcaro. Em dezembro, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) identificou um volume atípico de publicações nas redes sociais levantando suspeitas sobre a atuação do Banco Central e defendendo a atividade do Master.
Após a entrega do relatório da Febraban, influenciadores começaram a falar em público sobre ofertas recebidas para defender o Banco Master. Entre eles, estava o vereador Rony Gabriel, do PL de Erechim (RS), que disse ter recebido uma proposta sob orientação expressa de Vorcaro.
Defesa nega
A investigação sobre a contratação de influenciadores foi autorizada por Toffoli na quarta-feira (28). A defesa de Daniel Vorcaro não apenas negou o envolvimento do empresário na suposta campanha, como disse ser favorável à apuração para evitar desentendimentos que comprometam injustamente a reputação do empresário.
"A defesa de Daniel Vorcaro informa que ele não tem qualquer relação com a contratação ou difusão de fake news, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública. Ao contrário, sua defesa tem reiterado que Vorcaro é alvo de campanha difamatória e de disseminação orquestrada e sistemática de informações falsas que vêm prejudicando sua reputação nos últimos meses, muito antes da liquidação do Banco Master", alegam os advogados.
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