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ENFRENTAMENTO AO FEMINICÍDIO
Congresso em Foco
12/2/2026 15:48
A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) repudiou a atitude da deputada estadual cearense Dra. Silvana (PL), que rasgou simbolicamente o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio durante sessão na Assembleia Legislativa do Ceará. Em postagem nas redes sociais, Benedita classificou o ato como "lamentável" e afirmou que não se pode "confundir o púlpito com o palanque".
"Rasgar um papel é fácil. Difícil é olhar nos olhos das mães que perderam suas filhas e dos filhos que perderam as suas mães."
Benedita defendeu o pacto idealizado pelo presidente Lula e pela primeira-dama Janja como uma iniciativa de articulação entre governos, sistema de Justiça e sociedade civil para salvar vidas. "O pacto contra o feminicídio não é ideologia. É proteção", afirmou. Segundo ela, rasgar o documento "não atinge partidos ou instituições — atinge as mulheres que pedem socorro".
A parlamentar destacou que, no Brasil, uma mulher é assassinada a cada seis horas e ressaltou que a maioria das vítimas é negra, pobre e periférica.
Rasgo do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio
O episódio ocorreu após Dra. Silvana rasgar o pacto sob a justificativa de que o documento não mencionava Deus nem previa parceria com igrejas. A líder do PL na Alece afirmou que o feminicídio estaria relacionado ao afastamento do evangelho.
Segundo a deputada estadual, a causa do feminicídio é desobedecer o evangelho cristão. "Se as pessoas morrem é porque não estão seguindo o santo evangelho", afirmou na ocasião
"Eu vou rasgar o pacto, porque eu quero que saia no jornal quem rasgou o pacto, fui eu, a deputada Silvana, uma mulher, líder do PL, que está dizendo que o governo petista é um governo de desmando contra as mulheres. O pacto não inclui as igrejas."
Confira a íntegra da postagem de Benedita:
Eu quero repudiar veementemente o ato lamentável protagonizado por uma deputada estadual do Ceará que subiu a tribuna daquela casa de leis e rasgou simbolicamente o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio.
Não podemos jamais confundir o púlpito com o palanque.
Rasgar um papel é fácil. Difícil é olhar nos olhos das mães que perderam suas filhas e dos filhos que perderam as suas mães.
Difícil é explicar por que, em média, no Brasil, uma mulher é assassinada cada 6 horas.
Difícil é ignorar que a maioria dessas vítimas é a mulher negra, pobre e periférica.
É importante que essa parlamentar entenda que o pacto contra o feminicídio não é ideologia. O pacto é proteção. É articulação entre governos, justiça e sociedade para salvar vidas.
Nesse sentido, quero parabenizar o presidente Lula e a primeira-dama Janja por idealizarem e apresentarem o Pacto Nacional contra o Feminicídio, pois é uma iniciativa firme que une governos e sociedade para proteger vidas, enfrentar a violência de gênero e garantir dignidade e justiça às mulheres brasileiras.
Por isso, rasgá-lo não atinge partidos ou instituições — atinge as mulheres que pedem socorro.
Nós, que defendemos a vida, não vamos rasgar políticas públicas. Vamos fortalecê-las.
Vamos cobrar recursos, ampliar delegacias especializadas, casas-abrigo, prevenção e educação.
Porque enquanto alguns fazem espetáculo, nós fazemos política pública.
Enquanto alguns rasgam papéis, nós estendemos a mão.
Como mulher e evangélica, eu tenho a minha religião, você que está lendo esse texto também tem a sua (ou não), mas é preciso lembrar que o Estado brasileiro é laico e, por isso, política pública se faz com direitos e políticas de proteção e não com imposição religiosa.
O combate ao feminicídio não é bandeira partidária. É compromisso civilizatório. E desse compromisso, nós não abriremos mão!
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