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CASO MASTER
Congresso em Foco
14/2/2026 | Atualizado às 9:49
Os presidentes do União Brasil, Antonio Rueda, e do PP, senador Ciro Nogueira (PI), se manifestaram em defesa do ministro Dias Toffoli, do STF, após este abrir mão da relatoria do inquérito do Banco Master. Em nota assinada em nome da federação partidária, os dois dirigentes afirmam que o magistrado foi alvo de calúnia e de narrativas unilaterais.
Segundo os presidentes, "atentar contra o ministro Toffoli é enfraquecer não só um servidor da nação, ou um Poder da República, mas sim atacar os pilares do próprio sistema democrático". Ciro e Rueda expressaram preocupação diante de "narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro Dias Toffoli".
"É preciso ponderar que as injustiças acontecem quando se tem apenas um lado de uma versão repetida inúmeras vezes sem base sólida. Uma versão caluniosa, que passa a ser tratada como verdadeira justamente pela repetição. (...) A justiça se fortalece quando há equilíbrio e respeito às instituições", declararam.
"A federação União Progressista reitera sua confiança na integridade do ministro Dias Toffoli e acredita que a verdade vai, mais um vez, prevalecer", concluem.
Rejeição do Senado
Nas redes sociais, os demais senadores do PP além de Ciro Nogueira informaram que a nota da cúpula da federação "não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada, portanto não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP".
No União Brasil, não houve posicionamento da bancada, mas a mudança de relatoria foi celebrada pelo senador Sergio Moro (União-PR). "A redistribuição do caso do Banco Master ao ministro André Mendonça é um alento ao Brasil, já que o ministro estava, pela lei, impedido ou suspeito".
Apoio partidário
A federação União-PP não é a única sigla a se manifestar em defesa da condução de Dias Toffoli no caso Master. Antes deles, houve posicionamento do presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP). Seu partido é federado ao PRD.
Segundo o congressista, "não se pode admitir que corporações e uma parcela da mídia promovam o linchamento moral de autoridades públicas com base em pré-julgamentos e vazamentos seletivos de elementos de informação".
Substituição
Dias Toffoli abriu mão da relatoria do caso Master na noite de quinta-feira (12) após um pedido apresentado pela Polícia Federal ao presidente da Corte, Edson Fachin. A corporação alegou haver indícios de conflitos de interesse da parte do ministro após a análise pericial do conteúdo das mensagens salvas no celular de Daniel Vorcaro.
Nas conversas com investigados, Vorcaro citou transferências de dinheiro envolvendo Toffoli. O ministro mais tarde confirmou ser sócio da Maridt Participações, empresa que até 2025 era co-proprietária do resort Tayayá, no Paraná. As ações do hotel foram vendidas ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Além do pedido da PF, foi enviado uma outra solicitação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, à Procuradoria-Geral da República, também a favor do afastamento do ministro. Para o parlamentar, a existência de relação comercial que, em tese, envolva o relator do caso poderia comprometer a imparcialidade necessária à condução do processo.
Apesar de endossado pelos demais ministros para permanecer na condução do caso Master, Toffoli preferiu abrir mão. O inquérito tramita agora sob relatoria do ministro André Mendonça, responsável também por acompanhar o caso da fraude em descontos associativos do INSS.
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