Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Ministério da Justiça notifica TikTok por trend de violência a mulher

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Violência Digital

Ministério da Justiça notifica TikTok por trend de violência a mulher

Órgão exigiu detalhes sobre moderação e algoritmos após vídeos simularem agressões motivadas por rejeição afetiva.

Congresso em Foco

11/3/2026 11:19

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) solicitou informações ao TikTok sobre as providências adotadas pela plataforma após a disseminação de conteúdos misóginos ligados à trend "caso ela diga não". O pedido foi encaminhado por meio de ofício e envolve áreas da pasta responsáveis por direitos digitais, segurança pública e defesa do consumidor.

Leia Mais

AGU aciona PF para investigar trend "treinando caso ela diga não"

A mobilização do ministério ocorreu depois que vídeos associados à tendência passaram a circular amplamente nas redes sociais, especialmente no período do Dia Internacional da Mulher. Nas publicações, jovens simulavam agressões físicas, como chutes, socos e ataques com faca, contra manequins que representavam mulheres, acompanhando as imagens com mensagens que relacionavam violência à rejeição em relações afetivas.

A trend

A trend "caso ela diga não" mostra jovens simulando agressões físicas severas contra manequins após uma suposta rejeição afetiva.Karime Xavier/Folhapress

A repercussão do caso levou à abertura de investigação pela Polícia Federal, instaurada após notícia-crime apresentada pela Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia (PNDD), vinculada à Advocacia-Geral da União. O governo busca apurar a autoria e a responsabilidade pela produção e disseminação do material.

No ofício enviado à empresa, o ministério afirma que a responsabilidade da plataforma não se limita à retirada dos conteúdos já identificados pelas autoridades. O documento cita decisão do STF que reconheceu a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil da Internet e reforça que provedores devem agir de forma imediata para tornar indisponível conteúdo que configure crimes contra mulheres, incluindo publicações que incentivem ódio ou violência.

O governo também alertou que a ampla circulação da trend pode indicar falhas estruturais nos mecanismos de controle da plataforma. Por isso, o TikTok foi intimado a apresentar, no prazo de cinco dias, informações detalhadas sobre as ferramentas utilizadas para identificar e remover conteúdos misóginos.

Entre os pontos solicitados estão explicações sobre o funcionamento de sistemas automatizados de moderação, mecanismos de revisão humana, monitoramento de tendências emergentes e controles aplicados ao algoritmo de recomendação. A empresa também deverá informar se perfis responsáveis pela divulgação do conteúdo receberam algum tipo de monetização ou benefício financeiro decorrente do alcance das publicações.

Paralelamente, o ministério determinou que registros técnicos e metadados relacionados aos vídeos sejam encaminhados ao Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública. O objetivo é apoiar a investigação policial e contribuir para a identificação dos responsáveis pelos conteúdos.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

Ministério da Justiça TikTok governo Lula trend misoginia Polícia Federal

Temas

Direitos Humanos Governo

LEIA MAIS

Violência de gênero

"Quando se mata uma mulher, cada uma é violentada", diz Cármen Lúcia

PROTEÇÃO ANIMAL

Governo federal promove semana nacional em defesa dos animais

Escala 6x1

Governo Lula defende redução de jornada para 40h semanais, diz Marinho

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES