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Congresso em Foco
19/5/2026 10:55
Em entrevista ao visitar a nova sede Congresso em Foco, o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, comentou a respeito dos possíveis impactos da redução da escala de trabalho 6x1, em discussão na Câmara dos Deputados.
Segundo o chefe da pasta, a diminuição do tempo de serviço tende a ser benéfica ao ambiente de empreendimentos, tanto por aumentar a margem de consumo quanto por abrir espaço para microempreendedores.
"A gente tem defendido que a redução da escala vai ter um impacto positivo no mundo dos empreendedores. Quer dizer: você vai ter as pessoas com mais tempo livre para estudar, para passear, para se divertir, para cuidar da família e para empreender", disse o ministro.
Confira a fala:
Paulo Henrique Pereira destacou que no Brasil há uma grande parcela de empreendedores de tempo parcial: aqueles que possuem uma atividade principal e, antes ou após seu turno, se dedica a alguma fonte própria de renda, seja como prestador de serviços de aplicativo, freelancers ou como proprietários de pequenos negócios.
"Com mais tempo livre, nós vamos ter mais empreendimentos, mais gente empreendendo", apontou.
Na outra ponta, no entendimento do governo, a maior oferta de tempo aos trabalhadores tende a propiciar maior busca por consumo, ampliando as oportunidades de vendas. "Vamos ter mais gente consumindo serviços de turismo, serviços de refeição, viajando e assim por diante."
Medidas compensatórias
O debate sobre a redução de escala trouxe preocupações para muitas entidades ligadas ao setor produtivo, que temem impactos sobre a capacidade produtiva nacional. Segundo o ministro, o Executivo calcula que cerca de um quarto dos empreendedores no Brasil expressam esse receio, e o governo hoje busca soluções para atender às suas necessidades em uma eventual mudança de jornada.
"A regra geral do governo é reduzir a escala sem compensação para as empresas. Mas nós vamos olhar para os pequenos empreendedores, se a gente pode pensar em linhas de crédito de produtividade, se você pode ter uma regulação específica, enfim, isso tudo está em discussão", informou.
Impacto do Desenrola
O ministro também falou a respeito dos benefícios econômicos que poderão ser alcançados com a retomada do programa Desenrola Brasil, voltado à renegociação de dívidas tanto de pessoas físicas quanto de micro e pequenos empreendedores, com faturamento anual de até R$ 360 mil.
De acordo com ele, a própria redução da dívida de pessoas físicas, por si só, já é capaz de apresentar melhorias no ambiente de mercado para empreendedores. "Dois terços dos empreendedores no Brasil são informais. Então, o endividamento das famílias passa lá para a senhora que vende tapioca, para a manicure, para o chaveiro, para o pintor", citou.
Mesmo para micro ou pequenos empreendedores que não possuem dívida ativa, o programa facilitará a expansão do negócio. "O que está fazendo esse Desenrola? Disponibilizando, aumentando as garantias do governo. Então, é aquela situação em que o sujeito vai tomar o empréstimo e o governo garante o pagamento do empréstimo, aumentando as garantias do governo para gerar crédito mais barato", explicou.
Confira o trecho: