Entrar

    Cadastro

    Notícias

    Colunas

    Artigos

    Informativo

    Estados

    Apoiadores

    Radar

    Eleições 2026

    Quem Somos

    Fale Conosco

Entrar

Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosRadarEleições 2026
  1. Home >
  2. Notícias >
  3. Projeto amplia conceito de terrorismo após medida contra PCC e CV

Publicidade

Publicidade

Receba notícias do Congresso em Foco:

E-mail Whatsapp Telegram Google News

Organizações crimonosas

Projeto amplia conceito de terrorismo após medida dos EUA contra PCC e CV

Texto amplia conceito de terrorismo em momento de pressão internacional por medidas mais duras contra o crime organizado.

Congresso em Foco

13/6/2026 17:00

A-A+
COMPARTILHE ESTA NOTÍCIA

Após os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, deputados do Partido Liberal apresentaram na Câmara um projeto que amplia a definição de terrorismo na legislação brasileira e endurece as punições para ações praticadas por grupos criminosos e milícias.

O projeto de lei 2.902/2026 foi protocolado pelo deputado General Pazuello (PL-RJ), com apoio de Osmar Terra (PL-RS), Sargento Fahur (PL-PR), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) e Coronel Meira (PL-PE).

A proposta altera a Lei Antiterrorismo para ampliar as situações passíveis de enquadramento no crime.

Autor da proposta, General Pazuello afirma que o projeto busca atualizar instrumentos de combate ao crime organizado.

Autor da proposta, General Pazuello afirma que o projeto busca atualizar instrumentos de combate ao crime organizado.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O que muda na Lei Antiterrorismo

O projeto altera o artigo 2º da Lei Antiterrorismo para ampliar as finalidades que podem caracterizar o crime.

Pela redação proposta, atos de violência ou grave ameaça passam a ser considerados terrorismo quando tiverem o objetivo de intimidar a população, constranger autoridades ou organizações internacionais ou desestabilizar estruturas políticas, econômicas e sociais fundamentais do país.

A proposta também atualiza a lista de alvos considerados estratégicos.

Além de portos, aeroportos e meios de transporte, o texto inclui hospitais, escolas, instalações militares, instituições bancárias, redes de energia e sistemas de exploração e distribuição de combustíveis. Ataques praticados por meios cibernéticos também passam a ser contemplados de forma expressa.

Outro trecho prevê como ato terrorista a interrupção ou perturbação de serviços de telecomunicações e sistemas de informação considerados de utilidade pública.

A pena prevista permanece de 12 a 30 anos de prisão, somada às punições de outros crimes eventualmente cometidos.

Movimentos sociais e combate às facções

O projeto altera o trecho da Lei Antiterrorismo que exclui movimentos sociais, sindicais, religiosos e de classe do enquadramento por terrorismo. Pela nova redação, essa proteção permanece apenas quando não houver violência ou grave ameaça.

Na justificativa, os autores afirmam que a mudança evita que causas sociais ou políticas sejam usadas para afastar a responsabilização por atos violentos.

Os parlamentares também defendem a integração da Lei Antiterrorismo com a Lei 15.358/2026, conhecida como Lei Antifacção. Segundo eles, a combinação de mecanismos de asfixia financeira e penas mais severas fortaleceria o combate a facções e milícias.

Debate reacendido pelos EUA

A proposta foi apresentada na esteira da decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, medida que reacendeu o debate sobre o tratamento jurídico das facções criminosas no Brasil.

Hoje, as duas facções são enquadradas no Brasil como organizações criminosas, e não como grupos terroristas.

A legislação brasileira diferencia crimes com finalidade econômica daqueles motivados por razões políticas, ideológicas ou religiosas, distinção apontada por especialistas como um dos principais obstáculos para a equiparação das facções ao terrorismo.

O presidente Lula classificou a medida como um "retrocesso" e afirmou que o combate ao crime organizado deve respeitar a soberania nacional e as instituições de cada país.

Embora não cite PCC nem CV, o texto amplia as hipóteses de enquadramento do crime de terrorismo e, segundo seus autores, atualiza a legislação para enfrentar a evolução das organizações criminosas.

Leia Mais

O que muda para o Brasil com PCC e CV na lista de terroristas nos EUA

Próximos passos

O projeto começa agora a tramitar na Câmara dos Deputados.

Antes de eventual votação em plenário, a proposta deverá passar pelas comissões temáticas da Casa, onde poderá receber emendas e alterações.

Leia a proposta completa.

Siga-nos noGoogle News
Compartilhar

Tags

organização criminosa cv estados unidos câmara dos deputados PCC General Pazuello

Temas

Segurança Pública

LEIA MAIS

Maternidade

Márcio Jerry quer garantir salas de amamentação em centros comerciais

SEGURANÇA PÚBLICA

Cabo Gilberto propõe redução do IRPF para policiais e bombeiros

Proteção animal

Projeto acaba com saidinha para condenados por maus-tratos a animais

NOTÍCIAS MAIS LIDAS
Congresso em Foco
NotíciasColunasArtigosFale Conosco

CONGRESSO EM FOCO NAS REDES