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Segurança Pública

CCJ da Câmara aprova uso de tornozeleira em casos de estupro de vulnerável

Monitoramento deverá ser imposto pelo juiz já na sentença de primeira instância.

Congresso em Foco

15/7/2026 12:24

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara aprovou nesta quarta-feira (15) o projeto que obriga a Justiça a determinar a monitoração eletrônica de pessoas condenadas em primeira instância pelo crime de estupro de vulnerável. A medida está prevista no projeto de lei 2.123/2025, da deputada Soraya Santos (PL-RJ).

O texto acrescenta um dispositivo ao artigo 387 do Código de Processo Penal, que trata das providências adotadas pelo juiz no momento da sentença. Pela proposta, o magistrado deverá determinar a fiscalização por meio de equipamento eletrônico assim que houver a condenação em primeira instância. A lei entrará em vigor na data de sua publicação, caso seja aprovada pelo Congresso e sancionada.

Na prática, a obrigação de monitoramento começará com a primeira sentença condenatória, sem a necessidade de esperar o encerramento de todos os recursos. O projeto não detalha a duração da medida nem estabelece regras específicas sobre locais proibidos ou limites de circulação, que deverão ser definidos conforme a aplicação do monitoramento.

Medida altera o Código de Processo Penal e amplia a fiscalização após a sentença.

Medida altera o Código de Processo Penal e amplia a fiscalização após a sentença.Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Proteção de crianças e adolescentes

Na justificativa, Soraya Santos afirma que a monitoração eletrônica pode ajudar a impedir que o condenado se aproxime das vítimas ou frequente locais como escolas e parques. Segundo a deputada, a medida busca reduzir o risco de novos crimes e ampliar a proteção de crianças e adolescentes.

A proposta recebeu parecer favorável do deputado Hildo Rocha (MDB-MA). O relator considerou o texto constitucional, jurídico e adequado do ponto de vista da técnica legislativa. Para ele, o monitoramento permite conciliar a liberdade de uma pessoa que ainda pode recorrer da condenação com a necessidade de fiscalização e proteção da sociedade.

No parecer, Rocha sustentou que a providência "não antecipa a pena", mas cria um mecanismo de controle sobre o comportamento do condenado por um crime considerado de elevada gravidade. O deputado também argumentou que a medida fortalece a proteção de pessoas vulneráveis e a efetividade da Justiça criminal.

Veja a íntegra do projeto.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e foi analisado somente pela CCJ, que avaliou tanto o mérito quanto a constitucionalidade da proposta. Como o parecer foi aprovado, o texto poderá ser enviado diretamente ao Senado, salvo se houver recurso para que seja votado pelo Plenário da Câmara.

A matéria foi apresentada em maio de 2025 e não recebeu emendas durante a tramitação na comissão.

Leia o parecer aprovado.

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Soraya Santos tornozeleira eletrônica Segurança Pública estupro de vulnerável Hildo Rocha câmara dos deputados

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