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Operação Transparência

PF mira Cezinha de Madureira em operação sobre tráfico de influência

Investigação apura pagamentos que teriam sido condicionados ao resultado de processos judiciais em tribunais superiores.

Congresso em Foco

14/9/2026 8:22

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O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) é alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira (14) para investigar suspeitas de tráfico de influência sobre decisões de tribunais superiores.

A terceira fase da Operação Transparência cumpre quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. As ordens foram expedidas pelo STF, em operação autorizada pelo ministro Flávio Dino.

Segundo a corporação, a nova etapa apura possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

As investigações apontam que integrantes do grupo teriam negociado com terceiros o pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em andamento, sob o argumento de que poderiam influenciar decisões judiciais.

A PF ressaltou, porém, que não há, até o momento, elementos que indiquem participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos investigados.

Investigação apura possíveis crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Investigação apura possíveis crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

Emendas parlamentares

A nova operação é um desdobramento de uma investigação aberta em dezembro de 2025 para apurar irregularidades na destinação de emendas parlamentares.

Na primeira fase da Operação Transparência, a PF realizou buscas em Brasília e passou a analisar documentos e equipamentos relacionados ao sistema de distribuição desses recursos.

Entre os alvos daquela etapa estava Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, então assessora da Câmara dos Deputados e ligada à gestão do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL). A análise do celular da servidora abriu novas frentes de investigação sobre a atuação de pessoas sem mandato na indicação de recursos do Orçamento.

Em julho, uma dessas frentes levou a PF a apontar suspeitas sobre a interferência do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e do ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG) na destinação de emendas.

O ministro Flávio Dino determinou bloqueios de bens e outras medidas no âmbito dessas apurações.

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Cezinha e as investigações recentes

Cezinha de Madureira já havia aparecido recentemente em outro episódio sob apuração da Polícia Federal. Em agosto, agentes apreenderam R$ 510 mil em espécie na bagagem de sua mulher, a advogada Valéria Rodrigues Linhares, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, quando ela embarcaria para Brasília.

A defesa de Valéria afirmou que o dinheiro tinha origem lícita e era proveniente de sua atividade profissional como advogada.

O deputado também apareceu em mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro relacionadas à articulação de um encontro entre o empresário e o ministro André Mendonça, do STF, realizado em março de 2025.

Não há, até o momento, informação oficial de que a apreensão do dinheiro com Valéria ou o encontro entre Vorcaro e Mendonça sejam o objeto específico dos mandados cumpridos nesta segunda-feira.

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Nova frente chega aos tribunais

A terceira fase amplia o foco da investigação ao alcançar suspeitas relacionadas a processos em tribunais superiores. Até agora, a PF informou apenas que os investigados teriam negociado valores a pretexto de influenciar decisões judiciais.

A operação busca reunir provas para esclarecer se houve efetivamente pagamento de vantagens, quem participou das negociações e qual seria a origem e o destino dos recursos investigados.

Os quatro mandados desta segunda-feira foram expedidos pelo STF.

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Brasília emendas parlamentares tráfico de influência Polícia Federal STF São Paulo operação transparência

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