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CRIME ORGANIZADO
Congresso em Foco
10/2/2026 8:55
A CPI do Crime Organizado cancelou as reuniões previstas para esta terça-feira (10) e quarta-feira (11), nas quais seriam ouvidos governadores e secretários de segurança pública. Até o momento, não há data definida para a retomada das oitivas.
Nesta terça-feira, a comissão pretendia ouvir a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e o secretário de Defesa Social do estado, Alessandro Carvalho de Mattos. Já na quarta, estavam previstas as oitivas do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e do secretário de Segurança Pública fluminense, Victor Cesar Carvalho dos Santos.
Os convites às autoridades foram apresentados pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). De acordo com ele, "a contribuição dessas autoridades e técnicos é vital para a elaboração do relatório final desta comissão, auxiliando na formulação de propostas legislativas e de políticas públicas efetivas em âmbito nacional".
Pernambuco
No caso de Pernambuco, o convite à governadora se deu por estatísticas negativas. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Estado está entre os maiores índices de mortes violentas intencionais do país.
Pernambuco também possui o maior número de homicídios a cada 100 mil habitantes, de acordo com o mapa da Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Rio de Janeiro
É a terceira vez que o governador Cláudio Castro é convocado a depor na CPI. A oitiva do governador é considerada primordial em razão da Operação Contenção, que deixou mais de 100 mortos, e da atuação do Comando Vermelho no Estado.
Na semana passada, a CPI cancelou a sessão devido a ausência de Castro e do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
Na ocasião, Castro alegou "compromisso internacional de agenda oficial". Já Ibaneis encaminhou Sandro Avelar, Secretáio de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal, para representá-lo na oitiva. O presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES) anunciou que apresentará um requerimento de convocação do governador.
Como os dois seriam ouvidos como convidados, o comparecimento dos governadores não é obrigatório.
"Embora apresente taxa de homicídio controlada, o Distrito Federal é a sede do poder político e econômico. Seus gestores poderão detalhar as estratégias de combate à lavagem de dinheiro, à descapitalização das facções e à infiltração do crime organizado em setores da economia e do Estado", afirmou o relator quando Ibaneis foi convocado.
Até agora foram ouvidos o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o ex governador do Rio de Janeiro-, Anthony Garotinho
Comissão
A CPI é presidida pelo senador Fabiano Contarato e tem como vice-presidente o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). O colegiado é composto por 11 membros titulares e sete suplentes.
Instalada para investigar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no Brasil, a comissão tem como foco facções e milícias. Além do diagnóstico do problema, a CPI pretende apontar medidas para o combate ao crime organizado, com ênfase no aperfeiçoamento da legislação em vigor.
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Confira a lista de autoridades convidadas:
Amapá
Bahia
Pernambuco
Ceará
Alagoas
Santa Catarina
Paraná
Rio Grande do Sul
Distrito Federal
Rio de Janeiro
São Paulo
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