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SENADO

Alessandro Vieira acusa PGR de intimidação em ação movida por Gilmar Mendes

Parlamentar diz que a ação busca punir um voto proferido no Senado e promete enfrentar a acusação no Judiciário.

Congresso em Foco

20/7/2026 18:32

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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) se pronunciou nesta segunda-feira (20) em suas redes sociais a respeito do despacho da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou a favor de encaminhar à Procuradoria Eleitoral de Sergipe a ação contra ele movida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, por abuso de poder político.

Segundo o congressista, a movimentação da PGR configura uma "mais uma tentativa absurda e ilegal de intimidação contra um parlamentar honesto e independente por conta de um voto/relatório proferido nas dependências do Senado". Uma eventual condenação na Justiça Eleitoral pode tornar Vieira inelegível.

Alessandro Vieira responde após pedir indiciamento de Gilmar Mendes na CPI do Crime Organizado.

Alessandro Vieira responde após pedir indiciamento de Gilmar Mendes na CPI do Crime Organizado.Waldemir Barreto/Agência Senado

Disputa judicial

A representação de Gilmar Mendes decorre de uma disputa entre o senador e o ministro no mês de abril, quando Alessandro Vieira apresentou seu relatório na CPI do Crime Organizado. No documento, o parlamentar pediu o indiciamento do magistrado, bem como do ministro Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O senador, crítico de longa data do STF, acusou os magistrados de atuar politicamente em investigações envolvendo o Banco Master, e alegou descumprimento do dever de declarar suspeição em processos com interesses pessoais ou de parentes de primeiro grau.

A leitura do relatório foi conduzida ao mesmo tempo em que ocorria uma sessão plenária no Supremo. Enquanto o texto era apresentado à comissão, os ministros expressaram repúdio ao senador, e Gilmar Mendes antecipou que a conduta poderia resultar em inelegibilidade. Vieira rebateu, reforçando estar protegido pela imunidade parlamentar. O parecer foi rejeitado pela CPI.

Ao encaminhar a representação à Procuradoria Eleitoral, a PGR entendeu que houve, da parte do senador, a tentativa de fazer uso eleitoral da CPI do Crime Organizado, desviando do tema central dos trabalhos da comissão para ganhar visibilidade com ataques ao Supremo. Sendo assim, entendeu que a matéria deveria ser tratada na Justiça Eleitoral.

Conhecimento via mídia

Ao comentar a decisão da PGR, Vieira criticou também a forma como a movimentação foi divulgada. "Tomei ciência através da imprensa. (...) Registro que a advocacia do Senado pediu sem sucesso acesso aos autos, embora cópia tenha sido encaminhada para divulgação pela mídia".

Por outro lado, o senador afirma estar confiante sobre a possibilidade de uma vitória eleitoral. "Vamos demonstrar o equívoco flagrante da acusação do ministro Gilmar, com tranquilidade e respeito técnico, confiando na autonomia e qualificação da procuradoria regional eleitoral", declarou.

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