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SUPERSALÁRIOS

Moraes, Dino, Gilmar e Zanin barram penduricalhos em sete tribunais

Cortes do DF e de seis Estados têm 72 horas para identificar beneficiados e deverão cobrar devolução de valores acima do limite fixado pelo Supremo.

Congresso em Foco

12/8/2026 | Atualizado às 13:24

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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira (12) a suspensão imediata de verbas indenizatórias pagas de forma irregular a magistrados de sete tribunais de Justiça. A medida alcança as cortes de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Distrito Federal.

As decisões foram assinadas pelos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Segundo os magistrados, os tribunais mantiveram pagamentos em desacordo com os limites estabelecidos pelo Supremo.

Ministros do Supremo apontaram pagamentos

Ministros do Supremo apontaram pagamentos "exorbitantes" para magistrados no DF e em outros seis Estados.Antonio Augusto/STF

Os presidentes das cortes terão 72 horas para identificar magistrados ativos, aposentados e pensionistas beneficiados por pagamentos irregulares. Também deverão determinar a devolução dos valores que ultrapassaram o limite global de 70% do subsídio. Em cinco dias, terão de comprovar ao STF a suspensão dos pagamentos e as devoluções.

O Supremo estabeleceu em março que as verbas indenizatórias podem chegar, no máximo, a 70% do subsídio: até 35% referentes à valorização por tempo de antiguidade e outros 35% destinados às demais indenizações autorizadas.

A nova ordem suspende tanto parcelas autorizadas que ultrapassem esses limites quanto benefícios não previstos expressamente pelo STF.

Benefícios fora das regras

Entre as rubricas consideradas irregulares estão auxílio pré-escolar, licença compensatória, auxílio-mudança, auxílio-adoção e diferentes gratificações por funções administrativas, acúmulo de atividades e cumprimento de metas.

Os ministros também pontaram pagamentos considerados "exorbitantes". No Maranhão, um desembargador aposentado teve autorizadas verbas rescisórias de R$ 3,265 milhões, divididas em 12 parcelas. Em abril, 300 magistrados do Estado receberam mais de R$ 100 mil.

No Rio de Janeiro, 589 magistrados receberam mais de R$ 100 mil em abril, sendo que pelo menos cinco superaram R$ 200 mil. No Distrito Federal, uma magistrada recebeu R$ 490,6 mil em maio. Em Goiás, nove magistrados receberam mais de R$ 200 mil em abril.

No Rio Grande do Norte, um magistrado aposentado recebeu R$ 554,8 mil em abril e R$ 544,8 mil em maio. No Paraná, 73 magistrados receberam mais de R$ 100 mil em abril. Em Rondônia, aproximadamente 90% dos magistrados superaram esse valor no mesmo mês.

AGU também terá de se explicar

As decisões também exigem informações da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre possíveis irregularidades no pagamento de honorários de sucumbência.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, terá 72 horas para encaminhar as folhas de pagamento e identificar eventuais integrantes do órgão beneficiados por valores fora das regras estabelecidas pelo Supremo. Nesse caso, porém, não houve determinação de devolução dos recursos.

O corregedor nacional de Justiça também será comunicado para fiscalizar o cumprimento das medidas e apurar eventual responsabilidade administrativa e disciplinar dos presidentes dos tribunais pelos pagamentos feitos em desacordo com as decisões do STF.

Veja as decisões dos ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes.

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