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Violência de gênero

"Red pill" e "incel": Maria do Rosário propõe criminalizar misoginia

Medida inclui conteúdos associados a comunidades virtuais conhecidas como "red pill", "incel" ou "MGTOW".

Congresso em Foco

14/3/2026 17:00

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De autoria da deputada Maria do Rosário (PT-RS), o projeto de lei 1.006/2026 tipifica como crime a promoção de misoginia e a incitação à violência ou discriminação contra mulheres. A proposta também estabelece punição para a divulgação e organização de conteúdos ou grupos que incentivem a inferiorização feminina, inclusive em ambientes digitais.

De acordo com o texto, passa a ser crime promover, divulgar ou incentivar ideologias que defendam a subordinação ou a desumanização de mulheres. A pena prevista é de reclusão de um a três anos, além de multa.

Proposta determina que provedores de aplicações na internet mantenham canais acessíveis para denúncias de conteúdos que incentivem violência ou discriminação de gênero.

Proposta determina que provedores de aplicações na internet mantenham canais acessíveis para denúncias de conteúdos que incentivem violência ou discriminação de gênero.Bruno Spada | Arte Congresso em Foco

A proposta também prevê punição para quem produzir ou distribuir materiais que estimulem violência física, psicológica, sexual ou econômica contra mulheres. A medida inclui conteúdos associados a comunidades virtuais conhecidas como "red pill", "incel" ou "MGTOW", quando caracterizada incitação à violência ou discriminação de gênero.

O projeto estabelece ainda que a pena poderá ser aumentada de um terço até a metade quando o crime for cometido pela internet ou redes sociais, quando houver uso de anonimato ou perfis automatizados para disseminação em massa ou quando o conteúdo for direcionado a crianças e adolescentes.

A proposta determina que provedores de aplicações na internet mantenham canais acessíveis para denúncias de conteúdos que incentivem violência ou discriminação de gênero. A remoção do material deverá ocorrer mediante ordem judicial ou policial, conforme regras do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014).

O texto também prevê a criação de políticas públicas para prevenir a radicalização misógina em ambientes digitais. As ações incluem programas educacionais sobre igualdade de gênero, campanhas de conscientização nas redes sociais e iniciativas voltadas à cidadania digital.

Na justificativa, Maria do Rosário afirma que a expansão das redes sociais favoreceu o surgimento de comunidades virtuais que difundem hostilidade sistemática contra mulheres.

Segundo Maria do Rosário, a proposta busca preencher uma lacuna na legislação brasileira e fortalecer a proteção contra a violência de gênero.

"O projeto busca equilibrar a proteção da liberdade de expressão com a necessidade de prevenir discursos que incitem violência ou discriminação, reforçando o compromisso do Estado brasileiro com a igualdade de gênero e com a proteção dos direitos fundamentais."

Confira a íntegra da proposta.

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