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CRISE NO SUPREMO

Em meio à crise, Fachin cancela sessão do plenário do STF

Sessão estava marcada para as 14h desta quarta-feira. Cancelamento ocorre após novos embates envolvendo ministros e o comando da PF.

Congresso em Foco

9/9/2026 | Atualizado às 11:12

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O presidente do STF, Edson Fachin, cancelou a sessão do plenário marcada para as 14h desta quarta-feira (9). Até o fim da manhã, o tribunal não havia informado oficialmente o motivo da decisão.

O cancelamento ocorre em meio ao agravamento da crise na Corte. Nesta manhã, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração imediata de Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada à Diretoria de Inteligência. Os dois haviam sido afastados na terça-feira (8) por André Mendonça.

Fachin na presidência da última sessão realizada no plenário do STF no último dia 3.

Fachin na presidência da última sessão realizada no plenário do STF no último dia 3.Gustavo Moreno/STF

Mendonça afirmou ter sido alvo de monitoramento ilegal pela inteligência da PF e suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios sobre a atuação de magistrados e outras autoridades. A decisão provocou reação da cúpula da corporação e ampliou o embate envolvendo o ministro e Alexandre de Moraes.

Fachin também vem adotando medidas para conduzir a crise. Na semana passada, deu cinco dias úteis para Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei se manifestarem sobre as suspeitas envolvendo investigações da PF. Depois, abriu prazo para a PGR se pronunciar sobre as informações apresentadas por Moraes e, na sequência, para Mendonça responder.

Na noite de terça-feira, Fachin deu ainda 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o recurso da Advocacia-Geral da União que pede a suspensão do afastamento de Andrei e Almada.

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Enfrentamento da crise

O presidente do STF tem se comprometido a estancar a crise na Corte. Durante reunião do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também preside, Fachin afirmou na terça-feira (8) estar "convencido" de que a Justiça será capaz de enfrentar seus próximos desafios dentro dos limites da legalidade. "Os dias de hoje reclamam esse diálogo permanente, reclamam que tenhamos uma resposta à altura dos desafios. E eu estou plenamente convencido de que o Poder Judiciário Brasileiro está à altura dos desafios que se lhes apresentam no momento contemporâneo", declarou.

Na semana passada, ao comentar diretamente a crise entre Mendonça e Moraes, ele apontou medidas que pretende tomar com urgência. "Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas de nossa gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça", afirmou Fachin no último dia 4, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

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