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Informativo nº 201 ano 23
22/10/2026 8:25
"Honra e desonra / é um jogo atraiçoado, / em que perde o mais honrado, / e, dizem, lucra no céu!..."
Jogo de cartas
Este nosso informativo entra na reta final da eleição com uma partida que ninguém sabe quando termina. Lula e Flávio Bolsonaro passaram os últimos dias desafiando um ao outro a abrir os sigilos bancários, fiscais e telefônicos. Vieram as exigências, as contrapropostas e as apostas cada vez mais altas. Até agora, ninguém mostrou todas as cartas. Enquanto isso, as pesquisas seguem apertadas, a Justiça Eleitoral arbitra os lances e o eleitor tenta descobrir quem está blefando. Faltam quatro dias para a votação. É bom lembrar que, nessa mesa, quem decide a partida não são os jogadores. No domingo, não haverá truco, seis ou nove. Cada eleitor terá direito a um único lance. E esse não admite blefe.
Truco!
Garantindo que tem zap, copas, espada, ouro e um três de reserva, Lula comparou as exigências de Flávio para a abertura de sigilos a um grito de "seis" no jogo de truco. O presidente afirmou que aceitará o desafio e prometeu aumentar a aposta: "vou meter um nove na cara dele". (Clique aqui)
Aceitou, mas...
Antes da declaração de Lula, sua campanha já havia informado que o presidente aceitaria as condições apresentadas por Flávio para a abertura dos sigilos. Havia, porém, uma contrapartida: o candidato do PL também precisaria cumprir integralmente as exigências feitas pelo petista. Nessa partida, ninguém quer mostrar as cartas sozinho. (Clique aqui)
Pediu seis
O lance anterior havia sido de Flávio. Em resposta ao truco de Lula, o senador autorizou a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. Mas colocou pelo menos 21, não 22, condições, incluindo a divulgação de dados de pessoas próximas ao presidente e despesas do cartão corporativo. A aposta subiu, mas veio acompanhada de uma extensa lista de regras. (Clique aqui)
Cartas na mesa
Na origem dessa rodada, Lula havia proposto abrir seus sigilos e desafiado Flávio a fazer o mesmo. A campanha petista protocolou o pedido no TSE, incluindo informações bancárias, fiscais e telefônicas do presidente, de familiares e de empresa ligada a ele, referentes aos últimos oito anos. A divulgação dependeria de gesto equivalente do adversário. (Clique aqui)
Quem dá as cartas?
Geraldo Alckmin entrou na discussão defendendo que presidentes da República não tenham sigilos bancário, fiscal ou telefônico. O vice também cobrou explicações de Flávio sobre sua situação financeira. (Clique aqui)
Na mesa
Enquanto os candidatos negociam as condições, o pedido de Lula tem relator: André Mendonça. Agora, resta saber o que a Justiça Eleitoral poderá efetivamente fazer com as cartas apresentadas. (Clique aqui)
Vale o debate?
A disputa pelos sigilos chegou até o último encontro televisivo da campanha. Lula chegou a condicionar sua participação no debate da Globo à abertura dos dados de Flávio. "O presidente da República não pode debater com ladrão", afirmou. (Clique aqui)
Partida confirmada
Apesar da condição anunciada anteriormente, a campanha de Lula confirmou a presença do presidente no debate da Globo, marcado para sexta. (Clique aqui)
As cartas do jogo
Abaixo-assinado que cobra checagem de fatos ao vivo no debate entre Lula e Flávio, na sexta-feira, já reúne mais de 1 milhão de assinaturas. (Clique aqui)
Direto da Redação
As sucessivas referências ao truco nas notas acima provocaram certa inquietação nos salões desta prestigiosa casa. Um antigo colaborador, conhecido pela proverbial fleuma e por uma inexplicável aversão ao trabalho às sextas-feiras, apareceu no expediente munido de um baralho espanhol. Instalou-se solenemente à mesa, distribuiu as cartas e convidou os focas para uma partida. A princípio, imaginou-se tratar de inocente recreação. Ledo engano. O sujeito pretendia decidir, no carteado, quem ficaria responsável pelo fechamento da edição de domingo. A Alta Direção, informada da insólita iniciativa, determinou a imediata suspensão da jogatina. O funcionário, acometido de súbita temeridade, gritou: "Truco!". O silêncio foi sepulcral. Recolhidas as cartas, o desafortunado retornou ao posto. Consta que, desde então, passou a defender a regulamentação dos jogos de azar.
Sem blefe
O canal do Congresso em Foco no WhatsApp não exige apostas, contrapropostas nem condições para mostrar as notícias. Basta seguir para receber informação direto no celular, sem precisar adivinhar quem tem a melhor mão. (Clique aqui)
Carta marcada?
Especialistas ligados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU alertaram para o risco de influência da Meta no segundo turno. (Clique aqui)
Na ponta do lápis
A quatro dias do segundo turno, a média de 14 pesquisas nacionais reunidas pelo Congresso em Foco aponta Flávio Bolsonaro com 51,2% dos votos válidos, contra 48,8% de Lula. (Clique aqui)
Disputa indefinida
Quaest mostra Flávio com 45% das intenções de voto e Lula com 44%. Ou seja, a partida segue aberta. (Clique aqui)
Dúvidas e rejeição
Os indecisos dobraram de 7% para 14% na pesquisa espontânea da Quaest, mas são apenas 2% na estimulada. A rejeição a Lula caiu seis pontos, para 47%, enquanto a de Flávio recuou dois, para 52%, em uma semana. (Clique aqui)
Aperto repetido
A eleição de 2022 foi a mais apertada desde a redemocratização: Lula venceu Jair Bolsonaro por apenas 1,8 ponto percentual. Das nove disputas presidenciais desde 1989, somente três terminaram com diferença inferior a sete pontos. Levantamento do Congresso em Foco recupera esse histórico e mostra como a vantagem de 1,87 ponto de Flávio no primeiro turno ajuda a dimensionar a disputa atual. (Clique aqui)
Crítica liberada
André Mendonça rejeitou pedido do PL para retirar publicação do PT que chama Flávio Bolsonaro de "traidor da pátria". (Clique aqui)
Mentiroso master
André Mendonça também manteve vídeo em que Lula chama Flávio de "mentiroso master" e "mentiroso contumaz". (Clique aqui)
Limites
Marco Aurélio Bellizze determinou a suspensão de propaganda de Flávio que associava declaração de Lula sobre a "saidinha" a crimes de homicídio e estupro cometidos por um detento. (Clique aqui)
Pegadinha sem graça
PL deve retirar vídeo de animação em que Lula aparece num podcast dizendo que a promessa de oferecer canetas emagrecedoras pelo SUS seria uma "pegadinha do Lulão". (Clique aqui)
Quarta-feira de cinzas
Sátira carnavalesca de Romeu Zema sobre Lula, com referências ao mensalão, petrolão e Banco Master, foi barrada pelo TSE. (Clique aqui)
Missão cumprida
O canal "Exército do Lula", administrado por André Janones, ultrapassou 7 milhões de seguidores no WhatsApp após ganhar mais de 1 milhão em cerca de 24 horas. (Clique aqui)
Diálogo
Às vésperas do segundo turno, Hugo Motta defendeu o diálogo e o respeito entre os Poderes como pilares da democracia. (Clique aqui)
Mesa ampliada
PSB e PDT declararam apoio à recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara. (Clique aqui)
Jogo aberto
Em encontro com juristas, Edson Fachin defendeu a autocontenção do Judiciário para evitar que tribunais substituam o debate político. (Clique aqui)
Segurança compartilhada
Alexandre de Moraes, ao defender maior integração entre as forças policiais, classificou a PEC da Segurança como "importantíssima". (Clique aqui)
Justiça às claras
OAB Nacional defendeu medidas para ampliar a transparência e a previsibilidade das decisões judiciais, com mais publicidade de atos e dados administrativos do Judiciário. (Clique aqui)
Novo teto
Lula sancionou legislação que eleva o faturamento anual permitido aos microempreendedores individuais de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil a partir de 2028. (Clique aqui)
Emendas na catraca
Lula enviou ao Congresso PEC que destina pelo menos 25% das emendas parlamentares obrigatórias ao custeio da gratuidade do transporte público aos fins de semana. (Clique aqui)
Sem autorização
Associação Nacional de Restaurantes acionou a Justiça contra a Keeta para suspender a modalidade de "compra intermediada" em estabelecimentos que não autorizaram sua inclusão na plataforma. (Clique aqui)
Clique aqui para conhecer os apoiadores do Congresso em Foco.
"Assédio eleitoral no trabalho pode configurar crime, conforme as provas", por Patrícia Feitosa. (Clique aqui)
"O Congresso vai assistir calado à ditadura dos algoritmos?", por Marcelo Senise. (Clique aqui)
"A onda azul que pode arruinar os planos de Trump", por Rafael Moia Filho. (Clique aqui)
"ICMS na base dos créditos de PIS/Cofins: uma restrição constitucional?", por Janssen Murayama. (Clique aqui)
Informativo nº 200 ano 23
Informativo nº 199 ano 23
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