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Informativo nº 205 ano 23

CONGRESSO em FOCO nº 205 - Ano 23

28 de outubro de 2026.

28/10/2026 8:23

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"Devemos ser altivos na derrota e humildes na vitória."

Luís Roberto Barroso

Editorial

Há uma regra elementar na vida, aprendida ainda na infância: é preciso saber ganhar e, sobretudo, saber perder. Na política, não é diferente.

A democracia não é um regime feito apenas para vencedores. Sua grandeza está também em assegurar aos derrotados o direito de continuar defendendo suas ideias. Perder uma eleição não diminui a biografia de ninguém. Muitas vezes, é na derrota que se revela a estatura de um líder.

Por isso, a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil, dois dias depois de perder a eleição presidencial, é um episódio tão grave quanto decepcionante. O senador, sufragado por quase 60 milhões de almas, tinha diante de si uma extraordinária responsabilidade política. Poderia organizar a oposição, representar seus eleitores e demonstrar que a democracia também se constrói fora do poder. Preferiu partir. Preferiu fugir.

E aqui está um aspecto político especialmente preocupante (quanto ao jurídico, ele que se acerte com a Justiça). Mas o fato é que milhões de brasileiros não votaram apenas em Flávio Bolsonaro. Elegeram deputados, senadores e governadores identificados com seu projeto político. São representantes legítimos, com mandatos a exercer e compromissos a honrar.

Que mensagem lhes transmite a partida daquele que pretendia liderá-los? Esses correligionários não podem ficar politicamente órfãos, tampouco devem ter sua atuação condicionada às decisões de alguém que escolheu permanecer fora do país. Seus mandatos não desapareceram com a derrota presidencial. Nem suas responsabilidades.

Há, portanto, algo profundamente constrangedor nessa situação. Não apenas para o fujão, mas para seus aliados, agora confrontados com a necessidade de explicar a atitude mesquinha daquele que pretendia governar o Brasil.

Aos eleitores e representantes desse campo político, cabe preservar a legitimidade de suas escolhas e a autonomia de sua atuação.

Eventuais revelações judiciais dizem respeito a quem praticou os fatos, não a todos os que dividiram um palanque.

E convém lembrar que nenhum projeto político deve ter seu destino atrelado à sorte de um único comandante.

O Titanic também parecia uma embarcação invencível, até que um iceberg lhe apresentou a realidade.

Na democracia, perder faz parte. Afundar junto não é obrigação.

(Clique aqui)


Um filho teu foge à luta

A fuga de Flávio levanta uma questão que vai além do próprio senador: a responsabilidade de quem apoiou sua candidatura apesar das suspeitas que o cercavam e a complacência de setores da elite econômica, tão rigorosos na avaliação de riscos empresariais, mas dispostos a ignorar sinais de alerta na política. (Clique aqui)

A grande escapada

Veja o que se sabe até agora da fuga. (Clique aqui)

Uma segunda identidade

A PF cancelou os passaportes brasileiros de Flávio, mas a medida não alcança documentos estrangeiros. O senador obteve cidadania italiana em 2023. (Clique aqui)

Operação Tio Sam

Simón Levy, aliado de Donald Trump, afirmou que Marco Rubio teria articulado a saída de Flávio do Brasil para que o senador pudesse liderar a oposição a Lula em território americano. (Clique aqui)

Pode entrar

Departamento de Estado dos Estados Unidos concedeu vistos a Flávio Bolsonaro, à esposa e às filhas. (Clique aqui)

A pátria é outra?

Lula criticou a saída de Flávio para os Estados Unidos e afirmou que o senador teria no país norte-americano sua verdadeira referência política. (Clique aqui)

Oposição de exportação

Aliados de Flávio passaram a defender sua saída do Brasil como uma resposta à suposta perseguição política. (Clique aqui)

Cadê o senador?

Flávio já ganhou de outros parlamentares a alcunha de "fujão". (Clique aqui)

Onde está Wally?

Uma enxurrada de memes homenageia a viagem de Flavio à Disney: passaportes fictícios e gritos de "Pega ladrão!". (Clique aqui)

Ilha deserta

Richarlison também entrou na onda das provocações. Ao saber da viagem de Flávio para uma ilha, o atacante da seleção brasileira perguntou: "então não tem ninguém na ilha?". (Clique aqui)

A pé, supostamente

Nikolas Ferreira publicou que Flávio havia deixado o Brasil a pé. Depois, editou a mensagem, retirou a referência ao deslocamento e acrescentou uma palavra importante: "supostamente". A geografia da fuga ganhou uma nova modalidade, a da certeza provisória. (Clique aqui)

Alerta vermelho

Lindbergh Farias, Rogério Correia e Ana Elisa anunciaram pedido de prisão preventiva de Flávio Bolsonaro. (Clique aqui)

Congelamento à vista

Erika Hilton pediu a Alexandre de Moraes o bloqueio de bens, valores e contas bancárias de Flávio e Fernanda Bolsonaro. (Clique aqui)

Na mira do ICE

Adversário de Donald Trump, Isaiah Martin afirmou que Flávio Bolsonaro seria deportado "no primeiro dia" sem o republicano na presidência. (Clique aqui)

Quem avisa...

Renan Santos já havia afirmado que Flávio planejava deixar o Brasil por temer uma eventual prisão. (Clique aqui)

Entre a cruz e a fronteira

Renan Santos afirmou que Flávio ficou "entre a cruz e a espada" após a ordem de entrega dos passaportes. (Clique aqui)

Direto da Redação

Um perdido funcionário desta casa imaginava, com compreensível ingenuidade, que, após uma campanha extenuante, uma virada histórica e uma eleição presidencial, os focas poderiam finalmente dedicar-se às conjecturas sobre o novo governo. A ilusão durou até que alguém perguntou pelo paradeiro de Flávio Bolsonaro.

Desde então, esta prestigiosa redação viu-se obrigada a adquirir, em regime de urgência, conhecimentos de direito internacional, aviação executiva, controle migratório, cidadania italiana e geografia argentina. O mapa eleitoral foi substituído pelo das rotas aéreas, e a expressão "paradeiro desconhecido" ganhou inesperada relevância política em outra editoria.

Diante da nova conjuntura, a Alta Direção recomendou que todos mantenham os passaportes em ordem. Esclarece, por oportuno, que a recomendação não constitui autorização para férias internacionais.


O dedo estrangeiro

Flávio Dino determinou que a PF investigue suspeitas de interferência externa na eleição presidencial. (Clique aqui)

A receita da virada

Dezesseis dias antes do segundo turno, Guilherme Cortez defendia exatamente o que gerou a vitória de Lula. (Clique aqui)

Gato presidencial

Lula completou 81 anos, dois dias depois da reeleição. Mas seus documentos registram o nascimento em 6 de outubro, resultado de um registro tardio. (Clique aqui)

Sete provas de fogo

Reeleito após virada histórica, Lula começará o quarto mandato sem maioria no Congresso e com pouco espaço no Orçamento. A oposição fortalecida, as dificuldades para financiar promessas de campanha e os embates sobre segurança pública, reformas política e do Judiciário e regulação das redes sociais compõem a lista de obstáculos. Congresso em Foco analisa sete desafios do novo governo. (Clique aqui)

Ministério não é enfeite

José Guimarães defendeu a participação de partidos do Centrão no novo governo, mas estabeleceu uma condição: quem ocupar ministérios deverá apoiar as propostas do Planalto no Congresso. (Clique aqui)

Larga na frente

A federação PT-PCdoB-PV decidiu, por unanimidade, apoiar a recondução de Hugo Motta à presidência da Câmara em 2027. (Clique aqui)

A cadeira

A federação União-PP anunciou apoio à recondução de Davi Alcolumbre à presidência do Senado. O movimento contraria os planos do PL. (Clique aqui)

Senador na caixa

Deltan Dallagnol continua sem saber se poderá assumir a vaga conquistada no Senado. O TSE ainda não marcou o julgamento sobre a incidência da Lei da Ficha Limpa em sua candidatura. (Clique aqui)

A conta da campanha

Partidos e candidatos que participaram do primeiro turno têm até a próxima terça-feira para apresentar suas prestações finais de contas à Justiça Eleitoral. (Clique aqui)

Demissão não é voto

Ministério Público do Trabalho abriu investigação sobre publicações que incentivaram a demissão de funcionários por apoiarem Lula. (Clique aqui)

Cartão vermelho

Justiça do Trabalho do Rio determinou que Índia Armelau retire publicações que incentivam discriminação ou demissão de trabalhadores por motivos políticos. (Clique aqui)

O preconceito não perdeu a eleição

O prefeito de Chapadão do Sul/MS compartilhou em um grupo de prefeitos uma imagem ofensiva que representava o Nordeste em forma de burro. Depois, pediu desculpas e reconheceu a ofensa. (Clique aqui)


Clique aqui para conhecer os apoiadores do Congresso em Foco.

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Migalhas SINDIGÁS


Ciência acima das promessas

Seminário promovido pelo Congresso em Foco e pelo Instituto Consenso discutiu o Estatuto da Pessoa com Autismo, os riscos de terapias sem comprovação científica e a importância da participação das famílias nas decisões sobre tratamentos. Especialistas defenderam eficácia, individualização e segurança jurídica. (Clique aqui)

Estatuto na reta final

Fernando Marangoni afirmou ao Congresso em Foco que o Estatuto da Pessoa com Autismo está pronto para votação na comissão especial da Câmara. A proposta reúne direitos em uma legislação única, prevê tratamentos adaptados às necessidades individuais e busca dar mais segurança jurídica às decisões dos planos de saúde. (Clique aqui)

  • Questão de Ordem

"O novo Congresso Nacional mudou de rumo sem mudar de rosto", por Fernando Haddad Moura. (Clique aqui)

"A comunidade LGBTI+ também ajudou a construir a vitória de Lula", por Toni Reis. (Clique aqui)

"Eleições de 2026: O que esperar da recuperação judicial nos próximos quatro anos?", por Filipe Denki. (Clique aqui)

"A radicalidade dos direitos culturais: um giro necessário para os próximos quatro anos", por Cecilia Rabelo e Mário Pragmácio. (Clique aqui)

Não perca o rumo

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